sexta-feira, setembro 16, 2011

Temas SBC2011 - Acompanhamento da Aorta ao Eco



ID: 22754
Comparação entre ecocardiografia e tomografia computadorizada no seguimento dos paciente com aneurisma de aorta ascendente
MARCELA MOMESSO, MATEUS VELOSO E SILVA, WALTER DUARTE BATISTA JUNIOR, LÍGIA RIBEIRO MOSCARDINI, LUIZ FELIPE PORRIO DE ANDRADE, OSCAR OLIVER ARROYO ROJAS, DORIVAL DELLA TOGNA e AURISTELA ISABEL DE OLIVEIRA RAMOS.
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, BRASIL
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Fundamento: Na identificação e no seguimento das doenças da aorta torácica dispõe-se de diversos exames de imagem como tomografia computadorizada (TC), ecocardiograma (ECO) e ressonância nuclear magnética (RNM). Sabe-se que a TC e a RNM são os métodos padrão ouro para diagnóstico
do aneurisma de aorta ascendente, com sensibilidade e especificidade de 100% e 98% respectivamente. Porém, a exposição à irradiação e seus custos são fatores limitantes para realização repetida desses exames no seguimento clínico do paciente. Por outro lado, o ecocardiograma transtorácico é um método de fácil acesso, pouco invasivo e, também,
fornece medidas da aorta ascendente.
Objetivo: Comparar as medidas da aorta ascendente realizadas pelo
ecocardiograma e pela tomografia.Delineamento: Trata-se de um estudo transversal que busca relacionar medidas da tomografia computadorizada e ecocardiografia em pacientes
que irão se submeter à cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente.
Material e métodos: foram selecionados 44 pacientes com aneurisma de aorta ascendente ecomparadoas medidas encontradas pela tomografia computadorizada e pelo ecocardiograma.
Resultados: A amostra composta por 44 pacientes, dos quais 61% eram do sexo masculino, com média das idades de 60 anos (± 12,7). As médias dos diâmetros da aorta ascendente obtidas por meio do ECO e da TC foram, respectivamente, 55 (± 10) e 57,57 (±11,1). O Índice de Correlação de
Pearson evidenciou que os dois métodos são superponíveis para a medida da aorta ascendente (0,87, p<0,001).
Conclusões: De acordo com os dados escritos, pode-se concluir que o seguimento do paciente com aneurisma de aorta ascendente pode ser feito por meio da ecocardiografia.

Temas SBC2011 - Ecostresse no Diabetes



ID: 23325
Avaliação de pacientes diabéticos através da ecocardiografia sob estresse farmacológico.
MARIA CELITA DE ALMEIDA, BRIVALDO MARKMAN FILHO, DEBORAH LUCENA MARKMAN, MANUEL MARKMAN, MARCIA MACHADO DE MELO MORENO, PATRICIA BEZERRA ROCHA MONTENEGRO, CLODOVAL DE BARROS PEREIRA JÚNIOR, SILVIA MARINHO MARTINS, CAMILA SARTESCHI, CARLOS EDUARDO LUCENA MONTENEGRO e DJAIR BRINDEIRO FILHO.
Procardio, Recife, PE, BRASIL
e Hospital das Clínicas da UFPE, Recife, PE, BRASIL.
Fundamento: O ecocardiograma sob estresse farmacológico (EEF) é uma importante ferramenta na investigação de isquemia miocárdica em diabéticos (Cortigiani, L. JACC 2006; 47: 605-10).
Objetivo: Avaliar a importância da EEF na investigação de isquemia miocárdica em diabéticos.
Delineamento: Estudo de coorte prospectivo
Material e Métodos: Pacientes (p) foram submetidos aos protocolos clássicos de dipiridamol ou dobutamina. Os eventos clínicos combinados avaliados durante o seguimento foram: óbito de origem cardíaca, infarto agudo do miocárdio (IAM), angina instável (AI) e revascularização miocárdica cirúrgica (CRM) ou percutânea (ICP).
Resultados: Foram avaliados 148 p, 57,4% do sexo feminino, idade média de 64 (37-83) anos, com tempo médio de seguimento de 32 (01-92) meses. Dor precordial atípica era o sintoma dominante (60%). O ECG basal era alterado em 46% dos p. A EEF foi positiva para isquemia em 26 p (17,6%) e negativa em 122 p (82,4%). A sensibilidade, especificidade, acurácia, valor preditivo positivo e valor preditivo negativo do método frente aos desfechos foram: 79%, 94%, 92%, 73% e 96%, respectivamente. O tempo médio de sobrevida livre de eventos foi de 77,08 meses (IC95%: 71,6 – 82,5). A análise univariada identificou o resultado do EEF, o ECG basal, índice de movimentação parietal do VE de repouso e pico, antecedentes de IAM, de revascularização miocárdica como fatores prognósticos associados aos desfechos. No modelo de Cox o resultado da EEF foi o unico preditor independente dos desfechos RR:37 (p< 0.001).
Conclusão: O EEF mostrou relevante importância nesta amostra, sendo o resultado positivo para isquemia a única variável independente para a ocorrência dos desfechos clínicos.

Temas SBC2011 - Indicações de Ecostresse



ID: 22504
Comparação na utilização dos critérios de apropriabilidade para ecocardiografia sob estresse do “American College of Cardiology Foundation” entre uma instituição privada e pública semi-acadêmica
TIBA, LINO M, LADEIRA, RICARDO M C, MATHEUS, MARCIO J, SOUSA, FERNANDA C, RAMOS, LEANDRO M e PIMENTA, JOAO.
Hospital do Servidor Público Estadual - IAMSPE, São Paulo, SP, BRASIL
e Hospital Santa Cruz, São Paulo, SP, BRASIL.
Fundamento: Recentemente o American College of Cardiology Foundation (ACCF) publicou critérios de apropriabilidade para Eco Estresse.

Objetivos: Comparar as indicações, dados clínicos e ecocardiográficos entre os pacientes encaminhados para uma instituição privada e uma pública semi-acadêmica, para a realização de Ecocardiograma sob estresse farmacológico (EEFa).

Delineamento: Trata-se de estudo observacional transversal sobre as diferenças entre pacientes submetidos à EEFa em duas instituições distintas.

Pacientes: De janeiro a dezembro de 2010, 481 pacientes foram encaminhados para realização de EEFa em duas instituições, uma privada (Grupo I - GI) e uma pública semi-acadêmica (GII). Foram excluídos 17 pacientes por janela acústica inadequada, contraindicação ao exame ou protocolo exclusivo para viabilidade miocárdica.

Métodos: 224 pacientes do GI e 240 do GII foram incluídos no estudo, sendo submetidos à EEFa com dobutamina ou dipiridamol. As indicações foram comparadas, e classificadas em apropriadas, inapropriadas ou incertas de acordo com o ACCF. Foram também analisados os dados clínicos e ecocardiográficos.

Resultados: O GII apresentou mais indicações apropriadas (41% vs 64%, p<0,0001) e menos indicações inapropriadas (33% vs 14%, p<0,0001). O resultado positivo para isquemia miocárdica foi mais comum nas indicações apropriadas do que nas inapropriadas em ambos os grupos (GI: 21% vs 3%, p= 0,01; GII: 24% vs 5%, p=0,0009). Os dados clínicos e outros dados ecocardiográficos não apresentaram diferenças estatisticamente significantes.

Conclusões: Baseado nos critérios do ACCF, os pacientes da instituição pública semi-acadêmica tiveram melhor encaminhamento para a realização de EEFa que a privada. A maior proporção de exames alterados em pacientes com indicações apropriadas vs inapropriadas em ambas as instituições enfatiza a necessidade do uso adequado e racional do método.

quarta-feira, setembro 14, 2011

Perfusão pra quê?


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Methods and Results—We randomized symptomatic women with suspected CAD, an interpretable ECG, and ≥5 metabolic equivalents on the Duke Activity Status Index to 1 of 2 diagnostic strategies: ETT or exercise MPI. The primary end point was 2-year incidence of major adverse cardiac events, defined as CAD death or hospitalization for an acute coronary syndrome or heart failure. A total of 824 women were randomized to ETT or exercise MPI. For women randomized to ETT, ECG results were normal in 64%, indeterminate in 16%, and abnormal in 20%. By comparison, the exercise MPI results were normal in 91%, mildly abnormal in 3%, and moderate to severely abnormal in 6%. At 2 years, there was no difference in major adverse cardiac events (98.0% for ETT and 97.7% for MPI; P=0.59). Compared with ETT, index testing costs were higher for exercise MPI (P<0.001), whereas downstream procedural costs were slightly lower (P=0.0008). Overall, the cumulative diagnostic cost savings was 48% for ETT compared with exercise MPI (P<0.001). Conclusions—In low-risk, exercising women, a diagnostic strategy that uses ETT versus exercise MPI yields similar 2-year posttest outcomes while providing significant diagnostic cost savings. The ETT with selective follow-up testing should be considered as the initial diagnostic strategy in symptomatic women with suspected CAD.
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É incrível como estudos clínicos grandes acabam com nossas (deles) expectativas de usar exames caros em todos.
Mais um mostra que é melhor fazer ergométrico do que cintilo até mesmo em mulheres.
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Essa semana tive meu primeiro caso de infarto 15 dias após uma tomo de coronária normal.
A família do paciente ficou indignada.
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Bem vinda, TOMO, ao mundo do ECG, ERGO,ECO, ECOSTRESS, CINTILO e outros falíveis métodos de prever o futuro!
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terça-feira, setembro 13, 2011

No DIC, EchoTalk nem de graça!!!

Dr. José Roberto.

Agradecemos a sua disponibilização e informamos que a Comissão de Habilitação já homologou os Examinadores Oficiais para as provas práticas de 2012.


-----Mensagem Original-----
> De: betoecocardio@gmail.com
> Para: depeco@cardiol.br
> Data: 10/09/2011 10:50
> Assunto: Entre em Contato- SBC/DIC
>
> Entre em Contato- SBC/DIC
> - Nome: JOSE ROBERTO M SOUZA
> - Estado: São Paulo
> - Texto: Coloco novamente a disposição do DIC o serviço de ecocardiografia do HC-UNICAMP para a avaliação em prova prática dos candidatos ao certificado de atuação em ecocardiografia da região de Campinas e interior. Coordenador do serviço.
> - submit: Enviar

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Toda ano me ofereço para ser avaliador da prova prática do DIC.
Na minha região, Campinas e interior, os candidatos são obrigados a viajarem para São Paulo e perdem um dia de trabalho.
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Ofereço os espaços do HC - UNICAMP, o que deveria servir para a prova.
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Vejam acima que fui recusado, de novo! rsrsrs
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Ano que vem eu tentarei novamente!!!!
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3D e imagens de holografia


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Aqui, artigo completo.
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This report presents a novel approach for visualisation of dynamic 3D echocardiographic data, known as virtual reality. The 3D echocardiographic data sets generated by a commercial available echo machine can be visualised as a dynamic hologram inside the I-Space. Until now, the 3D echocardiographic reconstructions could only be seen on a 2D screen, but virtual reality makes it possible to 'dive' into the actual 3D anatomy of the heart. We show that professionals, familiar with intracardiac anatomy, can learn how to handle the technique and cut through these holograms within 10 minutes. Subsequently, they were all able to correctly diagnose the intracardiac anatomy or pathology of the mitral valve.
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Ver imagens 3D em uma tela 2D, o que normalmente acontece, tira metade da graça!
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Imagine ver o 3D em realidade virtual!
Esse grupo fez isso. Projetou em hologramas as imagens 3D do Eco e todos, todos os médicos foram capazes de interpretarem as patologias.
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Significa que teremos de usar monitores 3D para os aparelhos de Eco?
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quinta-feira, setembro 08, 2011

Peço desculpas por esta longa, porque não tive tempo de ser breve



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“Simplicidade requer tempo. Peço desculpas por esta longa, porque não tive tempo de ser breve”
Frase do Padre Vieira, em uma longa exposição em Lisboa, adiantando que iria demorar...
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No Euro 2001, assisti a uma mesa redonda de dar gosto e valer a passagem.
Zamorano, o ecocardiografista mais estrelado da Europa, apresentava casos e discutia com Valentim Fuster, o cardiologista mais estrelado do mundo.
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Fuster, que nasceu na Espanha, fez medicina em Barcelona e especialização na Escócia, discutia a indicação de exames em casos complexos com coronariopatia.
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Havia ainda um outro ecocardiografista, dois radiocardiologistas e um clínico.
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E os casos exigiam Eco de estresse, RM, Tomografia e Cintilografia...
Uma confusão enorme, cada um vendendo seu peixe!
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Dr. Fuster, colocou a mão no queixo e disse várias vezes:
- Esse é o melhor caminho para o paciente?
- Essa abordagem vai resolver o problema do paciente?
- Mas o paciente continua assintomático, e isso é muito bom.
- Eu pediria um holter, pois me preocupa mais a Arritmia do que toda essa informação sobre anatomia e função!
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Uma aula de medicina, enquanto os meninos brincavam com seus aparelhos eletrônicos!
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Na sala ao lado, bem a propósito, o tema da aula era: "Métodos diagnósticos: Ferramentas ou brinquedos?"
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Exercício e ecocardiografia

Prediction of Mortality by Exercise Echocardiography
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Circulation. 2001;103:2566-2571
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Clinical, exercise testing, and echocardiographic data were collected in 5375 patients (aged 54±14 years, 3880 men) undergoing exercise echocardiography.
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Over the first 6 years of follow-up, those with normal exercise echocardiograms had a mortality of 1% per year.
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Conclusions—A normal exercise echocardiogram confers a low risk of death, and positive results are an independent predictor of death; ischemia is incremental to other data. This test may be particularly useful in patients with intermediate-risk Duke treadmill scores
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Enquanto o melhor livro de Eco de Estresse nacional e um dos melhores em qualquer língua não sai em sua nova edição, vamos aqui levantar artigos que consagraram o Eco de Esforço como a modalidade de diagnóstico dominante no mundo desenvolvido.
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O ecocardiografista com roupa de cirurgião

Aqui .
EAE/ASE recommendations for the use of echocardiography in new transcatheter interventions for valvular heart disease - Eur J Echocardiogr (2011) 12 (8): 557-584 -
...... Uma nova atividade desponta para o ecocardiografista, a ecocardiografia na intervenção valvar. Diferente da atuação no momento, de checar a correta troca ou repara aberto da valva, essa nova função exige muito conhecimento do examinador.
E ficarå a cargo de ecocardiografistas bem mais experientes e com dedicação integral ao procedimento. Experiência em 3D é fundamental.
Duro vai ser aguentar aquele papo de cirurgião e anestesista por 3 horas!!!! rsrs.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Euro 2011. Achados e perdidos: Esaote.

. O peso ideal chegou para a Esaote. No standa do Euro, Modelo tipo laptop de verdade com as funcionalidades para exame cardiovascular, reforma das plataformas dos fixos com melhoras gritantes, várias opções de aparelhos e configurações. Sempre volto otimista das apresentações da matriz italiana.

Euro 2011. Achados e perdidos: Faltam janelas ecocardiográficas na Europa!

. Das 4 discussões de casos com múltiplos métodos de imagem, em 3 o ecocardiograma foi preterido por alegada ausência de janela ecocardiográfica! Está certo que na Europa o nível de tabagismo é alto, mas assim já é demais! Janela ruim? Dá-lhe RM, Tomo e Cintilo. Com os residentes, brincamos que existem ecocardiografistas e janelografistas...

Euro 2011. Achados e perdidos: Grande e cheio demais.

. O congresso estava bem cheio e a possibilidade de assistir uma aula do lado de fora era grande. Lembrei de um amigo que diz que não vale mais a pena ir a congressos gerais, que apenas os especificos ou de subespecialidades valeriam a viagem. Estava quase concordando até assistir uma mesa redonda com o Zamorano e o Fuster. Valeu ! Apesar da escolha catastrófica dos casos de ecocardiografia na aula...

Euro 2011 - Achados e perdidos: 3D

O 3D da Siemens redefine o que é 3D. Em tempo real, com possibilidades infinitas e sem ECG! Isso mesmo, não precisa ligar o ECG para fazer as aquisições em 3D. De lambuja, faz as medidas de modo M automaticamente, de novo, sem ECG... . Fui tão bem atendido no stand, com pendrive de tudo o que foi mostrado, que até respondi pesquisa de satisfação com a empresa. Muito satisfeito com a empresa na Europa. Aqui é outra história...Mas o importante é que já é possível fazer um exame completo em 3D, sem a perda de tempo e tecnologia que é usar o 3D para cortar melhor em 2D!!!! .

Euro 2011 - Achados e perdidos : Vscan

Vscan. O aparelho portátil já está vendendo bem na Europa. No stand da GE, um representante francês estava muito otimista. - Quem está comprando? (Echotalk) - Inicialmente, hospitais universitarios e serviços de clinica médica. Nossas ações de marketing estão apenas começando mas a procura expontânea já é alta. . Imagem é tudo. .

sexta-feira, setembro 02, 2011

Um pouco de história...




No ano 2000, o pessoal de Porto Alegre -RS, propôs a tabela de valores normais acima (foi publicada nos Arq Bras Cardiol, volume 75 (nº 2), 107-110, 2000).
Ainda bem que não pegou! Imaginem a "epidemia" de dilatação e hipertrofia que teríamos?!

quinta-feira, setembro 01, 2011

Ecostress falso positivo?





Há tempos que eu falo aos clínicos:
- Se o ecostress deu positivo e o CAT "normal", não suspenda a medicação nem de alta para o paciente!

Obs: e esse estudo nem fez US intracoronário...