quarta-feira, março 31, 2010

PLACA DE ATEROMA

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Placa isolada na carótida comum de mulher de 65 anos.
Como pode algo tão grande e isolado?
O que impede que ela se solte causando um grande AVC?
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Houve uma época que se comparava o ateroma a um tumor, crescimento localizado com angiogênese.
Várias hipóteses surgiram, mas ficou por isso mesmo.
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Nessa hora, sinto falta de meu transdutor 3D vascular, para analisar o volume do ateroma.
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terça-feira, março 30, 2010

Strain como substituto da fração de ejeção


Impact of Longitudinal Myocardial Deformation on the Prognosis of Chronic Heart Failure Patients
Circulation Cardiovascular Imaging. 2010 March 16, 2010
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Methods and Results—The study included 125 consecutive symptomatic HF patients (63±16 years, 77% male, LVEF=31±10%). All patients underwent a complete echocardiographic and clinical examination and brain natriuretic peptide level (BNP) was assessed in 93 patients. Longitudinal myocardial velocity by TDI, global- and SR by speckle tracking were computed from apical views (4-, 3-, and 2-chambers views) and compared to the occurrence of major adverse cardiac events (MACE). On the whole, peak longitudinal velocity, global- and SR averaged 5±2 cm/sec [range, 1-9], -8±3% [range -3 to -18] and -0.33±0.16s-1 [range -0.83 to -0.05], respectively. During the follow-up period (266±177 days), major adverse cardiac events occurred in 47 (38%) patients (15 death, 29 recurrent HF and 4 heart transplantations). By univariable analysis using Cox model global-, SR and LVEF were associated with the occurrence of MACE, while only global- remained independently predictive of outcome by multivariate analysis.

Conclusion—In HF population, longitudinal global strain by speckle tracking is superior to LVEF and other longitudinal markers in identifying patients with poor outcome.
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É um abuso querer superar a fração de ejeção como preditor de eventos. Mas não é que conseguem?
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Somados, podem dar informações importantes, mas separados, só mesmo a deformação longitudinal global medida por speckle tracking foi fortemente preditiva de eventos na alta taxa de quase 40% em 250 dias.
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segunda-feira, março 29, 2010

Eleições DIC DEPECO e o fator gente boa.


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O livro acima valoriza muito o uso da simpatia para crescer profissionalmente.
Descreve essa simpatia como "fator gente boa".
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Estive olhando por este lado a chapa do Jorge Assef na eleição:
Dr.Jorge Assef
Dr.Benedito Carlos Maciel
Dr. Armando Cantisano
Dra. Samira Saady Morhy
Dr. José Luiz Barros Pena
Dr. Carlos E. S. Silva
Dr.José L. Andrade
Dr. Aristarco Gonçalves de Siqueira Filho
Dra. Estela Horowitz
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Sem querer comparar e fora os méritos técnicos que são muitos, uma chapa com esses componentes é difícil de ser montada.
Farão um bom serviço, com certeza.
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A máquina não substitui o homen, por enquanto.


Reliability of Visual Assessment of Global and Segmental Left Ventricular Function: A Multicenter Study by the Israeli Echocardiography Research Group
Journal of the American Society of Echocardiography
Issue: Volume 23(3), March 2010, p 258–264
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In summary, the advantages and disadvantages of the long-surviving visual assessment of left ventricular function depend on the application and on the experience of the interpreter. In clinical practice, the visual approach will be around for quite a while, because of its proven clinical usefulness and because the incremental value of quantitative information for decision making cannot justify the additional resources required for semiautomated or automated quantitative assessment of segmental and global left ventricular function, at least in the majority of cases. That having been said, echocardiographers should keep an open mind and use the full armamentarium of modern equipment in challenging cases or when quantitative documentation is important.
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Enviado por Fabio Soares.
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Um exame é bom quando serve clinicamente ou quando faz fotos 3D muito bonitas?
O ecocardiograma com laudo "humano" já cansou de provar seu valor clínico.
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Além disso, cientificamente, todos as publicações de RM e Tomo tem variações interobservadores iguais às publicações de Eco.
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"Observador dependente" é uma apelação muito usada pela concorrência sem o menor respaldo científico.
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sexta-feira, março 26, 2010

Um Eco vale mais que mil estetoscópios


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The European Journal of Echocardiography: its history and future by Professor J. Roelandt the first and current editor
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Roelandt is very excited about the future for echocardiography
and, as he says: ‘One image is worth a thousand
stethophones
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J. Taylor, MPhil
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Além de chamar o estetoscópio de estetofone, pois não fornece scopia (visão) e sim som, o editor da revista de Eco européia aposta todas as fichas na substituição do esteto pelo eco ultraportátil na avaliação do coração!
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Tradução livre: Uma imagem vale mais do que mil estetoscópios
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Pericardite constrictiva


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AQUI
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Ou melhor ainda, aqui

segunda-feira, março 22, 2010

Medir a relação E/e´ ao eco de esforço.


Tradução google translator:
Methods and Results-repouso e exercício E / E 'foram obtidos em 522 pacientes encaminhados para ecocardiografia de exercício, que foram seguidos de morte cardiovascular e hospitalização por um período médio de 13,2 meses. Exercício E / E '> 2 DP do normal foi utilizado para designar levantadas LV pressão de enchimento com o estresse (n = 75), e isquemia (n = 250) foi identificado por anomalias movimento inducible parede. Havia 65 hospitalizações cardiovasculares durante o período de acompanhamento. A análise de sobrevida mostrou que os pacientes sem isquemia e exercício normal com E / E 'para ter um melhor prognóstico do que aqueles com isquemia, com ou sem levantou E exercício / E' (P = 0,003) e os resultados dos pacientes com E exercício isolado levantou / E 'e isquemia isolada para ser semelhantes. E Exercício / E 'foi mais valioso em pacientes com repouso normal E / E'; aqueles com elevação com o exercício teve um resultado pior do que aquelas com exercício normal E / E '(P = 0,014). Capacidade de exercício (hazard ratio, 0,893, P = 0,008), o exercício da parede índice de movimentação (hazard ratio, 1,507, P <0,001), e exercício E / E '> 14,5 (razão de risco de 2,988, P = 0,002) foram preditores independentes do resultado. A adição de exercício E / E 'a capacidade de exercício e índice de movimento resultou em um incremento da potência do modelo para prever o resultado negativo (P = 0,006).

Conclusões-Exercício E / E 'está associado com a hospitalização cardiovascular, independente e incremental para isquemia induzível.

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Veja no original acima.
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A avaliação da diástole ao exercício começa a ganhar corpo e deve se tornar obrigatória no ecocardiograma de esforço.
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No caso acima, é tão fácil de fazer que fico com vergonha de não entregar esse resultado no laudo!
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Imagem como substituta de eventos clínicos


Seeking Alternatives to Hard End Points
Is Imaging the Best APPROACH?

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Atheroma burden is a strong predictor of future events, especially in diabetic individuals,6 and, not surprisingly, imaging the morphology of the vessel wall with IVUS has been a fruitful area of research. From using IVUS to understand the morphology in atherosclerosis in diabetic individuals, it has been used in the current study as a possible surrogate for future events and a predictor of efficacy of therapy. Although used in multiple studies, this approach raises important questions for investigative strategies. Is the change in plaque volume a good surrogate for future events (the main parameter that the physician and the patient are concerned with), or should we image more than just plaque volume to understand this risk? It is important to recognize that the surrogate primary end points, such as PAV, offer potential in terms of evaluating the progression or regression of atherosclerotic process, and allow for rather smaller clinical trials in comparison with those powered for clinical events. However, convincing evidence that links PAV to change in cardiovascular risk is still lacking, and this makes IVUS-based trials, even if the results are strongly positive, still not entirely conclusive. One could argue that nearly 10 years’ worth of multiple IVUS-based studies have provided important incremental information that, however, has not yet been translated into a robust clinical event or outcome-related correlation. It might thus be time to move on to explore techniques that go beyond IVUS-verified PAV and to establish the relationship between IVUS characteristics and outcomes.
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Editorial discute o estudo "Efeito da rosiglitazona na progressão da aterosclerose coronária em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e Doença Arterial Coronariana"
APPROACH.
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Não houve regressão ou diminuição da progressão significativa da Aterosclerose ao Ultrassom coronário com o uso de uma glitazona.
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Sempre que uma droga falha em reduzir a Aterosclerose, questionam se o exame é eficiente para isso.
Deveriam questionar se a droga é realmente boa para esse destino.
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Clinicamente, as glitazonas estão na zona "zinza" do benefício para coronariopatia.
Isso não é culpa do ultrassom.
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Quando o caçador é míope, põe a culpa no cão!
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quarta-feira, março 17, 2010

PCR só vale para quem tem Aterosclerose



Association of Carotid Artery Intima-Media Thickness, Plaques, and C-Reactive Protein With Future Cardiovascular Disease and All-Cause Mortality
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Conclusions— In older adults, elevated CRP was associated with increased risk for CVD and all-cause mortality only in those with detectable atherosclerosis based on carotid ultrasound.
Circulation. 2007;116:32-38
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Nesse estudo, acima de 65 anos, a PCR só foi marcadora de risco em pacientes que já apresentavam Aterosclerose carotídea acelerada.
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Podemos pensar que a inflamação de início recente não consegue acelerar a doença vascular e iniciar eventos clínicos?
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De qualquer forma, mais um estudo a demonstrar o papel da IMT na análise do paciente.
Sem radiação, sem contraste, com baixo custo.
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Espessura da Carótida e o risco futuro.


Conclusions— ELSA shows that carotid intima-media thickening and plaques are important added risks of cardiovascular outcomes in a treated hypertensive population independently of blood pressure and traditional risk factors. However, the analysis failed to show a predictive role of treatment-dependent IMT changes. These negative conclusions should be tempered by the limitations inherent in the smallness of these changes compared with the large individual differences in baseline IMTs.
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Estudo mostra a espessura da carótida como bom marcador de risco (Circulation. 2009;120:1084-1090) mas sem evidências do efeito do tratamento na espessura e repercussão clínica.
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Alguns colegas não entendem a importância do IMT.
É difícil mesmo, caso acredite na doença arterial por conceitos antigos.
Nosso corpo não se divide em compartimentos independentes.
A saúde ou doença é sempre difusa.
Onde existirem artérias, teremos Aterosclerose.
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Como medimos a pressão e ficamos satisfeitos em tratarmos o marcador chamado pressão arterial aferida no braço?
Foram necessários décadas para provar que tratar a pressão aferida valia a pena.
Tempo que a IMT ainda não teve.
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segunda-feira, março 15, 2010

Mapeamento dos vetores de fluxo, novo método.


Aqui
Quantification of chronic aortic regurgitation by vector flow mapping: a novel echocardiographic method
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Conclusion RegR measured by VFM, a new Doppler method allowing quantitative analysis of FV in spite of the presence of turbulent flow, is a highly reproducible parameter with good accuracy for AR quantification.
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O ecocardiograma tem se limitado a estudar o fluxo apenas por suas velocidades.
Agora é possível estudar os vetores de cada fluxo ou refluxo.
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Dá até para estimar melhor a regurgitação aórtica.
Acredito ser um método promissor. Veremos se funciona bem na insuficiência Mitral, outro grande desafio.
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Mais uma para o transesofágico.


Transthoracic second harmonic two- and three-dimensional echocardiography for detection of patent foramen ovale
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Conclusion In this cohort of patients, TEE confirms the role of ‘gold standard’ exam for the detection of PFO; the non-invasive methods, and the TTE in particular, present a good diagnostic accuracy, but are inferior to the TEE because of the low negative predictive value and the non-optimal detection of small shunts. If the only purpose of TEE is the detection of significative interatrial shunt, TEE can be replaced by TTE. The R3DTE presents a good diagnostic accuracy, provides a better anatomical definition of the interatrial septum, and may have a role in this setting of patients, but does not add a lot to the TTE for the diagnosis.
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A leitora de Portugal, Ana, sugeriu o artigo acima, que é muito bom.
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Mostra como o 3D transtorácico não supera o exame semi-invasivo transesofágico.
Para quem aprecia imagens de alta definição, o transesofágico dá um show. Sendo 3d ainda, espetáculo de imagens.
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Parece que o uso do transesofágico está garantido, por enquanto.
Só falta um preço mais decente.
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sexta-feira, março 12, 2010

Enfim, somos ouro! 3D Transesofágico


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A sociedade européia de ecocardiografia definiu o ecocardiograma transesofágico 3D como o método ouro na avaliação de valvopatias.
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Ou seja, os outros métodos serão corrigidos por ele!
Na dúvida, a palavra final é do 3D TEE.
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Definitivamente, vou jogar fora minha bola de cristal, previ que o TEE iria desaparecer...
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Cateterismo sem isquemia comprovada


O cateterismo cardíaco é solicitado na suspeita de coronariopatia significativa.
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Em Campinas a porcentagem foi de 32% normais e 12% com redução leve/moderada numa amostra de 1900 cateterismos.
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Pelo menos 1/3 poderiam ter sido evitados, ou seja, 627.
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O custo total dos normais é aproximadamente 1.800.000,00, quase 2 milhões.
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Caso fizessem ecostress pela UNIMED, gastariam 160 mil reais.
Com a sensibilidade de 90% para doença significativa, só 63 cateterismos normais seriam obtidos.
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Daria para economizar uns 1.500.000,00 reais, no mínimo.
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E tem gente que acha que fazemos ecostress demais em Campinas...
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E só estou usando regras de diretrizes, sem pensar no entendimento mais recente da fisiopatologia da doença coronária.
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Mas as batatas vão para os diretores, digo, vencedores!
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Europa: Recomendações para endocardite


Recommendations for the practice of echocardiography in infective endocarditis FREE
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Recommendations

TTE is recommended as the first-line imaging modality in suspected IE;

TEE is recommended in patients with high clinical suspicion of IE and a normal TTE;

TEE should be considered in the majority of adult patients with suspected IE, even in cases with positive TTE;

Repeat TTE/TEE within 7–10 days is recommended in case of initially negative examination when clinical suspicion of IE remains high;

TEE is not indicated in patients with a good-quality negative TTE and low clinical suspicion of IE.
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A sociedade européia recomenda fazer o transesofágico mesmo em quem já tem um transtorácico positivo para endocardite!!!
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Então vamos fazer.
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quarta-feira, março 10, 2010

Seu transdutor está funcionando bem?


High incidence of defective ultrasound transducers in use in routine clinical practice
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Estudo feito na Suécia!
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Methods and results The study comprised a one-time test of 676 transducers from 7 manufacturers which were in daily use in clinical departments at 32 hospitals. They were tested with the Sonora FirstCall Test System; 39.8% exhibited a transducer error. Delamination was detected in 26.5% and break in the cable was detected in 8.4% of the tested transducers. Errors originating from the piezoelectrical elements were unusual. Delamination and short circuit occurred without significant differences between transducers from all tested manufacturers, but the errors break in the cable, weak and dead element showed a statistically significant higher frequency in transducers from certain manufacturers.

Conclusion The high error frequency and the risk for incorrect medical decisions when using a defective transducer indicate an urgent need for increased testing of the transducers in clinical departments.
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Estudo mostra que 40% dos transdutores de serviços médicos na Suécia apresentavam defeito!
E demonstra que esses defeitos levaram a erros de diagnóstico(foto).
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No Brasil, existem milhares de aparelhos muito mais velhos que os da Suécia, sendo usados na rotina.
Qual fatia deles realmente está em ordem?
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Strain, ainda longe da realidade.


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80% dos leitores do blog não têm ou não usam o Strain em sua máquinas.
No congresso de 2009, parecia um método promissor, de uso progressivo e rápido.
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As coisas vão mal na área de máquinas de ecocardiografia.
Fora os portáteis, nenhum avanço parece encantar o executor.
O 3D ainda patina, o contraste sumiu do país, o Strain não agrada como deveria...
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Sabe a única novidade, não tão nova, que realmente veio para ficar?
O modo M anatômico!
É pouco mas é verdade.
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terça-feira, março 09, 2010

Eleições do DIC. E você com isso?


A leitora Eduarda pede maiores explicações sobre a disputa atual no DIC, já que não participa de perto da eleição.
Por 20 anos, dois grupos de pensamentos diferentes, fizeram um acordo de alternância no poder, tipo política do café com leite, do passado.
A cada 2 anos, um presidente assumia, com diretores dos dois grupos e ia tocando o DEPECO do jeito que dava em uma situação dessas.
Mas as diferenças entre os grupos foram se acentuando, tornando difícil a convivência sem conflitos.
O esquema de alternância era péssimo para o DEPECO, pois não havia continuidade dos projetos, o novo presidente não continuava projetos do anterior.
Esse ano não houve como fazer um acordo, o candidato de “Minas” tem uma taxa de rejeição muito forte.
Aí o racha e a eleição de verdade, disputada por duas chapas.
A chapa do Jorge Assef é mais centrada, têm membros mais conhecidos no cenário nacional e deve fazer uma gestão menos pessoal e mais administrativa.
Mas o que importa mesmo é que agora, eles PRECISAM do associado para se elegerem.
Isso muda tudo. Caso queiram a continuidade do poder, terão que agradar o associado.
Aí voltamos ao ponto básico que havia se perdido, a presidência do DIC não é um prêmio pro ecocardiografista mais bonzinho, ou com currículo mais extenso, ou outros adjetivos pessoais.
A presidência do DIC é para quem atenda aos pedidos dos associados.
Vote e mande no DIC!
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segunda-feira, março 08, 2010

O tempo no fluxo da carótida


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A grande vantagem do modo M sobre o modo B e Doppler comum é a definição clara do tempo.
Veja na foto acima, um modo M color do fluxo na carótida comum.
Notem a divisão nítida do fluxo na sístole (azul) e na diástole (tons de vermelho).
Essa característica sisto-diastólica do fluxo na carótida comum e na interna, seu equilíbrio e evolução com a idade ou com a aterosclerose, falam mais sobre as artérias do paciente do que a própria IMT.
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Continua...

Aspirina ao menor sinal de doença arterial.


AQUI
Aspirin for Prevention of Cardiovascular Events in a General Population Screened for a Low Ankle Brachial Index
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Estudo enorme, com dez anos de duração, testou o uso de aspirina em pacientes com índice de tornozelo/braço menor que 0,95.
Não houve vantagens no uso.
O índice usado é muito bom, barato e fácil. Mas não é a forma mais eficiente de separar, na população, pessoas com aterosclerose acelerada.
Valeu a tentativa, mas deve ter um subgrupo que fez exame das carótidas, ou deveria...
Aterosclerose acelerada se vê ao ultrassom, e as carótidas estão a flor da pele.
Sem radiação e com custo baixo, feita por técnicos em imagem, o exames das carótidas tem tudo para ser o método de escolha desses grandes ensaios clínicos.
Mas o estudo começou em 1998, foi desenhado em 1996. Ainda era cedo para o uso disseminado das carótidas!
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sexta-feira, março 05, 2010

Disfunção diastólica e Perfusão


Left Ventricular Diastolic Function in Type 2 Diabetes Mellitus
Cardiovascular Imaging. 2010;3:24-31
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Methods and Results— A prospective observational study of 305 patients with type 2 diabetes mellitus (diabetes duration, 4.5±5.3 years) referred consecutively to a diabetes clinic were screened for LV systolic and diastolic function by echocardiography. Vascular function was estimated using noninvasive estimation of pulse pressure, carotid arterial compliance, total arterial compliance, and valvulo-arterial impedance. The prevalences of LV diastolic dysfunction and left atrial (LA) volume index >32 mL/m2 were 40% and 32%, respectively. The prevalence of myocardial ischemia on myocardial perfusion scintigraphy was more frequent in patients with grade 2 diastolic dysfunction and LA volume index >32 mL/m2 compared with those having normal or grade 1 diastolic dysfunction (P=0.002) or LA volume index 32 mL/m2 (P<0.001), respectively. Predictors of grade 2 diastolic dysfunction and LA dilation were summed stress score on myocardial perfusion scintigraphy, total arterial compliance, and valvulo-arterial impedance, whereas pulse pressure and carotid arterial compliance were not, after adjusting for age, sex, and diabetes duration. On multivariable modeling, summed stress score (P<0.001) and valvulo-arterial impedance (P=0.027) remained predictors of grade 2 diastolic dysfunction, and only summed stress score (P<0.001) was a predictor of LA dilation.

Conclusions— Thus, our findings support that moderate or severe LV diastolic dysfunction and LA dilation in the early phase of T2DM is closely associated with intrinsic LV dysfunction.
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Em pacientes diabéticos assintomáticos, a prevalência de Disfunção diastólica tipo II e aumento do volume atrial foi de 40% e 32%, respectivamente.
Os dois juntos, foram fortemente associados a alteração da perfusão miocárdica.
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É para isso que serve o ecocardiograma.
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quinta-feira, março 04, 2010

Tradição de chapa única?


"Porém, algo que poucos sabem, é que, em 2008, o Dr. Wilson abriu mão de concorrer com o Dr. José Luiz para não quebrar a tradição de chapa única no Depeco, colocando-se desde então candidato para 2012-13. Por que agora, pessoas que já foram presidentes do Depeco fazem tanta questão de voltar ao poder, quebrando a tradição de chapa única?"
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Carta na íntegra da ex-presidente.
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Leiam a carta acima, é de cair o queixo!
É incrível como a idéia de democracia não existe para muitas pessoas.
Escolher entre vários candidatos então, não pode,quebra a tradição de chapa única.
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Essa vai ser a maior vitória do DEPECO em 20 anos, a possibilidade de escolha.
É tão difícil assim aceitar?!?

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DIC 2012, não é hora para pesquisador, é momento para um ecocardiografista.


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Interessante a carta do Rodrigo.
Fora as intrigas, acho que o momento atual da ecocardiografia exige um presidente, e diretoria, que tenham experiência com serviços particulares bem sucedidos de ecocardiografia.
Saiba do mercado e não tenha pretensões de elitizar o método.
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Alguém que possa, livremente, comprar brigas com as fábricas e convênios.
Um negociador.
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Não é hora para um pesquisador, definitivamente.
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terça-feira, março 02, 2010

Obstrução da carótida: Aberta ou fechada?


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Carotid Revascularization Endarterectomy vs. Stenting Trial (CREST)
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Principal Findings
A total of 2,502 patients were randomized, of which 1,262 were randomized to CAS and 1,240 to CEA. Of the total, 1,326 were symptomatic, and the rest were asymptomatic. The majority of patients had risk factors for cardiovascular disease, including diabetes (30%), hypertension (85%), dyslipidemia (83%), current smokers (25%), and prior coronary artery bypass grafting (21%).

Preliminary findings indicate that the primary endpoint of death, myocardial infarction (MI), or stroke at 30 days plus ipsilateral stroke thereafter was similar between the two arms (7.2% vs. 6.8%, hazard ratio 1.11, 95% confidence interval 0.81-1.51, p = 0.51). The incidence of death, MI, or stroke at 30 days was similar between the two arms (5.2% vs. 4.5%, p = 0.38). Periprocedural strokes were higher in the CAS arm (4.1% vs. 2.3%, p = 0.01). However, the incidence of debilitating and major strokes was similar between the two arms (0.9% vs. 0.7%, p = 0.52). Minor strokes were more frequent in the CAS group (2.7% vs. 1.5%, p < 0.05). The incidence of MI was significantly lower in the CAS arm, as compared with the CEA arm (1.1% vs. 2.3%, p = 0.03). Cranial nerve palsies were also more common in the CEA arm (0.3% vs. 4.8%, p < 0.0001). Long-term follow-up suggested that the incidence of ipsilateral stroke after the periprocedural period (approximately 4 years of follow-up) was similar between the two arms (2.0% vs. 2.4%, p = 0.85).

Subgroup analyses suggested that there was no difference based on gender or prior stroke/transient ischemic attack (TIA) status. However, there seemed to be evidence of effect modification by age, such that patients ≤69 years did better with CAS, whereras those ≥70 years did better with CEA. Moreover, the younger the patient, the greater the benefit with CAS, and conversely, the older the patient, the greater the benefit with CEA.
Interpretation
The results of the CREST trial indicate that CAS is associated with similar 30-day outcomes, as compared with CEA in a contemporary population. The risk of minor strokes is higher with CAS, whereas the risk of MI is higher with CEA. Older patients derive more benefit from CEA, whereas younger patients derive more benefit from CAS.
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Apesar do avanço da colocação de stent na carótida, a cirurgia aberte ainda é uma boa opção.

Viabilidade e Speckle-Tracking


Assessment of Myocardial Viability at Dobutamine Echocardiography by Deformation Analysis Using Tissue Velocity and Speckle-Tracking
J Am Coll Cardiol Img, 2010; 3:121-131
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Objectives: Comparison of myocardial tissue-velocity imaging (TVI) and speckle-tracking echocardiography (STE) for prediction of viability at dobutamine echocardiography (DbE).
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Conclusions: Combination of TVI or STE methods with DbE can predict viability, with TVI strain and SR at LDD being the most accurate. TVI measures can predict viability in both anterior and posterior circulations, but STE measurements predict viability only in the anterior circulation.
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Apesar de racionalmente ser superior, o Speckle-Tracking não comprovou sua superioridade nesse estudo de viabilidade.Talvez a saída seja usar os dois, sempre.