quinta-feira, novembro 10, 2011

Hipertensão Pulmonar em números!




Interessante revisão de Hipertensão Pulmonar na ultima publicação revista da Socesp (Volume 21 - nº3).
Coloca valores de referência, revisa as possibilidades terapêuticas e diagnósticas, colocando o Ecocardiograma (merecidamente) em destaque.
Vale a pena ler na íntegra , logo estará disponível para todos em PDF no site da Sociedade (www.socesp.org.br).

Parabéns, Recife! .



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Enquanto a votação no blog da importância do congresso DIC surpreende ao lado, somos informados que em 2013 será em Prenanbuco.
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Parabéns aos organizadores e especialmente ao Prof. Castilho pelo empenho na campanha.
Será uma grande realização, temos certeza.
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Regurgitação aórtica: Como classificar.



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Aqui.
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Comparison of Semiquantitative and Quantitative Assessment of Severity of Aortic Regurgitation: Clinical Implications
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The mean effective regurgitant orifice area was 25 ± 14 mm2 (range, 3–69 mm2), the mean regurgitant volume was 57 ± 31 mL (range, 9–183 mL), and 100 patients (44%) had severe AR (effective regurgitant orifice area ≥ 30 mm2 or regurgitant volume ≥ 60 mL). Overall, semiquantitative methods had good specificity but poor sensitivity, except the vena contracta, which had good sensitivity and specificity. Sensitivity, specificity, and positive and negative predictive values of the recommended thresholds for severe AR of the four semiquantitative methods were 53%, 89%, 77%, and 73% for left ventricular cardiac output ≥ 10 L/min; 12%, 100%, 100%, and 52% for pressure half-time < 200 msec; 45%, 87%, 79%, and 60% for diastolic flow reversal ≥ 18 cm/sec; and 81%, 83%, 78%, and 85% for vena contracta ≥ 6 mm, respectively. Conclusions For the assessment of AR severity, current thresholds appear specific but poorly sensitive, except for vena contracta, which provides good discriminative value. Semiquantitative methods should be integrated into the comprehensive evaluation of AR severity, but severe AR should not be excluded only on the basis of semiquantitative criteria. These results emphasize the need for the quantitative assessment of AR severity. . Apesar das críticas, o artigo mostra a Vena Contracta como excelente ferramenta para avaliação da regurgitação aórtica.
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É claro que o uso do PISA e os valores "quantitativos" podem ser mais específicos mas uma análise de insuficiência aórtica moderada ou acentuada envolve avaliações também do volume ventricular, refluxo na aorta descendente e abdominal e área do color na via de saída, pelo menos, em adição aos parâmetros semiquantitativos utilizados.

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quarta-feira, novembro 09, 2011

Imagem é tudo. Mas comprovação clínica não se advinha.

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CMR imaging is emerging as a versatile diagnostic tool for the management of the patient with suspected or established ACS. It provides additional information over other clinical tests for the detection, differential diagnosis, and prognostication after ACS owing to the high spatial definition and multimodal data it provides. Future larger studies will determine more fully the role of CMR in the setting of ACS.
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Division of Imaging Sciences (T.L., E.N., S.P.) and Cardiovascular Division (T.L., S.R.), The Rayne Institute, KCL, St Thomas’ Campus, London, and Division of Cardiovascular and Neuronal Remodelling, University of Leeds, Leeds (S.P.), UK.
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Circulation.
2009; 119: 1671-1681

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Simpósio sob encomenda


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Quando vi o tema acima, pensei, está fácil acertar quem vai falar sobre o quê.
Acertei o método: RM.
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Simpósios promovidos por sociedades gerais, têm que optar pela isenção.
São medidas informativas para o associado.
Escolher métodos preferenciais é, como diria Sandra Annenberg, "que deselegante"!
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Não é o que os principais autores em publicações internacionais fazem.
Veja no post a seguir.
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Prótese aórtica: Medir a área nas endopróteses exige cuidado.





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Aqui
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Objectives: The objectives were to compare different Doppler echocardiographic methods for the measurement of prosthetic valve effective orifice area (EOA) following transcatheter aortic valve implantation (TAVI) and to determine the factors influencing the EOA of transcatheter balloon expandable valves.
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Conclusions: When estimating the EOA of Edwards-SAPIEN valves by Doppler-echocardiography, it is recommended to use the LVOT diameter and velocity measured immediately proximal to the stent. The main determinant of the EOA of transcatheter valves is the patient's annulus size and these valves provide excellent hemodynamics even in patients with a small aortic annulus.
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Em um caso de prótese aórtica por catéter, notei um gradiente alto e área menor que 1cm2 após o implante.
Mas, claramente, havia a formação de um "túnel" na região valvar.
Isso deixou a dúvida sobre a verdadeira área...
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Para complementar, o paciente estava muito bem após o implante!
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Devo agora fazer como sugere o artigo acima, usando a informação proximal à prótese.
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Mylab 60 na rotina.


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A rotina de exames na clínica é bem pesada.
Equipe treinada, laudos específicos e ecocardiografistas experientes.
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Nessa loucura, o Mylab 60 dá um show.
É muito rápido, com fotos de alta qualidade.
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Foi uma boa aposta da empresa, com preço competitivo.
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Jovens (médicos) erram por lento desenvolvimento cerebral?


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O artigo acima esclarece dúvida frequente entre professores da UNICAMP e Echotalk:
- Por que os alunos e residentes são tão teimosos e sem disciplina? (rsrs)
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Nova aula no CardioTalk : Avaliacão Pré Operatória


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Mais aulas no blog www.cardiotalk.blogspot.com
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As reuniões da disciplina de Cardiologia ocorrem as Terças, entre 8 e 10 horas e são abertas aos profissionais da saúde. As opiniões expressas no vídeo são apenas ilustrativas e pessoais, não significando a posição da Disciplina ou Faculdade. Erros nas apresentações são resultado de gravações ao vivo e sem ensaio. Não substituem a orientação médica.

terça-feira, novembro 08, 2011

Vscan vs Dissecção B ---- A


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Paciente com diagnóstico de Dissecção da Aorta tipo B há 2 anos em seguimento clínico com ecocardio há 6 meses sem alterações adicionais a dilatação da aorta descendente. 40 anos, Hipertensa.
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Apresentou há 4 dias dor torácica e abdominal com achado de sangramento tamponado abdominal infra-renal.
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Em pré op de cirurgia para intervenção foi triada com o Vscan.
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Achados ao Vscan:
Insuficiência aórtica leve
Desabamento do folheto não coronariano(?)
Dupla luz(?) na parede posterior da raiz da aorta aos cortes longitudinais e transversais.
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segunda-feira, novembro 07, 2011

Todo o bem estar de uma mitral competente: Ressincronização



Impact of Mitral Regurgitation on Reverse Remodeling and Outcome in Patients Undergoing Cardiac Resynchronization Therapy
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CIRCIMAGING.111.966580
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Conclusions—Early reversal of functional MR was associated with reverse cardiac remodeling and improved outcomes. Patients with moderately severe to severe MR prior to CRT experienced relatively more reverse remodeling than patients with lesser degrees of MR.
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O paciente melhora da dispnéia, em geral, após a ressincronização.
Qual o mecanismo?
Melhora real da fração de ejeção não é.
Existe sim, melhora da função diastólica e, nos pacientes com insuficiência mitral, redução no refluxo para o átrio!
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Simpósio sob medida.

Conclusões kilométricas não ajudam!

Recebi um laudo assim:
Conclusão:
Insuficiência Mitral leve
Insuficiência Tricúspide leve
Insuficiência Aórtica leve
Dilatação leve do átrio esquerdo
Hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo
Hipertensão pulmonar leve
Disfunção segmentar da contratilidade
Disfunção diastólica tipo I
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Longo demais!!! Isso não ajuda em nada o clínico que recebe o laudo.
Qual o achado relevante?
A disfunção segmentar ficou perdida entre quase uma dezena de achados irrelevantes!!!
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conclusão
con.clu.são
sf (lat conclusione) 1 Ato de concluir. 2 Acabamento. 3 Termo. 4 Conseqüência de um argumento; dedução, ilação. Ajuste definitivo.
s.f. Ato de concluir.
Término, fim.
Entendimento definitivo: conclusão de um tratado.
Consequência de um argumento: a conclusão de um silogismo não deve ultrapassar as premissas.
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Cor Triatriatum


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Belo caso enviado pelo Dr. Lamberto. Filme didático em paciente idoso!
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sexta-feira, novembro 04, 2011

Hipertrofia com obstrução subvalvar e estenose valvar


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Paciente com história recente de fadiga e limitação para esforços.
Masculino com 46 anos.
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Ecocardiograma revelava estenose acentuada na via de saída e valvar aórtico.
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Na cirurgia, encontrada menbrana subaórtica e lesão significativa valvar aórtica. Necessária a ressecção da menbrana e troca da valva por protese.
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Vídeo pós procedimento.
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Valor prognóstico da perfusão e da disfunção segmentar.



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Aqui.
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Results CAD defined as ≥70% stenosis was found in 152 patients (75%). During follow-up major adverse cardiovascular events (MACE) occurred in 109 (54%) patients (10 deaths, 16 infarctions, 83 revascularizations). The presence of inducible WMA in DSE was associated with high risk of MACE [hazard ratio (HR): 5.4; 95% CI: 3.64–8.05, P < 0.0001]. Cardiovascular complications were best predicted by the presence of any inducible abnormality—PD or WMA (HR: 6.1; 95% CI: 4.1–9.1, P < 0.0001).

Conclusion Stress MCE is highly predictive of cardiovascular events in patients with suspected or known CAD in long-term follow-up.
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Sabemos há muito tempo que alterações da contratilidade induzidas ao stress são forte marcadoras de evolução ruim e complicações cardiovasculares.
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Quando essa alteração segmentar ocorre com métodos de roubo de fluxo, deve-se suspeitar de lesão coronária grave.
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Acreditamos que essas metodologias, com dipiridamol ou adenosina, são eficientes quando se usa o contraste de microbolhas.
Tanto pela eventual alteração da perfusão, como pela melhora da sensibilidade na análise subjetiva das alterações segmentares da contratilidade.
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Valor prognóstico da perfusão e da disfunção segmentar.



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Aqui.
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Results CAD defined as ≥70% stenosis was found in 152 patients (75%). During follow-up major adverse cardiovascular events (MACE) occurred in 109 (54%) patients (10 deaths, 16 infarctions, 83 revascularizations). The presence of inducible WMA in DSE was associated with high risk of MACE [hazard ratio (HR): 5.4; 95% CI: 3.64–8.05, P < 0.0001]. Cardiovascular complications were best predicted by the presence of any inducible abnormality—PD or WMA (HR: 6.1; 95% CI: 4.1–9.1, P < 0.0001).

Conclusion Stress MCE is highly predictive of cardiovascular events in patients with suspected or known CAD in long-term follow-up.
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Sabemos há muito tempo que alterações da contratilidade induzidas ao stress são forte marcadoras de evolução ruim e complicações cardiovasculares.
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Quando essa alteração segmentar ocorre com métodos de roubo de fluxo, deve-se suspeitar de lesão coronária grave.
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Acreditamos que essas metodologias, com dipiridamol ou adenosina, são eficientes quando se usa o contraste de microbolhas.
Tanto pela eventual alteração da perfusão, como pela melhora na sensibilidade na análise subjetiva das alterações segmentares da contratilidade.
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O que é preciso para fazer um 3D.


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Para fazer um exame transtorácico 3D de verdade, sem ECG, você precisará do transdutor acima.
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O aparelho completo SC 2000 custa mais de 500 mil reais.
O que limita seu uso a grandes serviços e hospitais de referência.
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Quais as vantagens?
As vantagens são enormes.
A imagem em 3D é muito mais fina e anatômica.
É bem mais fácil de ser entendida pelo clínico e aluno de medicina.
Permite análises de volumes com erros mínimos e pode ser feito por técnicos.
Avalia o ventrículo direito de maneira única.
Será muito mais fácil analisar o ecostress.
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É só esperar.
E não acontece só na ecocardiografia.
A RM espera há anos a evolução da sua tecnologia para ver as coronárias. E com muito mais interesses econômicos que a ecocardiografia.
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Gostaria de ver as pesquisas avançarem também na resolução.
Ao fazer uma avaliação da carótida com transdutor de 15 mHz, fico imaginando como seria essa definição de imagem para análise do miocárdio (Terceira harmônica, Quarta harmônica)...
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quinta-feira, novembro 03, 2011

Exame com Vscan: Quer receber quanto?


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A maioria, 65%, acha que deve ser de 100 para mais o pagamento de um exame com Vscan.
Será uma luta longa e árdua.
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Quando colocamos o Vscan como evolução da ausculta e palpação (Sem substituí-los), seu preço cai.
Caso o coloquemos como um ecocardiograma incompleto, seu preço se eleva.
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Só o tempo dirá quem tinha razão...
Nós, do blog, tínhamos pensado no valor de um exame físico complementado com imagens rápidas.
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3D 2011 : Hora de esperar...


São 50 anos de imagens planas, sem profundidade.
Isso condicionou nosso entendimento e visão.
E não existem processadores comerciais para tantas informações ao mesmo tempo.
E janelas ruins, quando ampliadas, geram 3D péssimos...
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Com apenas uma empresa na ponta, a tecnologia 3D anda devagar e cara.
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