segunda-feira, julho 30, 2007

Doença de Uhl ao ecocardiograma.




Para meu amigo Halim, que disse que o ecocardiograma transtorácico não serve para nada na Doença de Uhl.

Vamos usar mais o índice Espessura Relativa da Parede



Differential impact of left ventricular mass and relative wall thickness on cardiovascular prognosis in diabetic and nondiabetic hypertensive subjects
Am Heart J Volume 154(1), July 2007, p 79e9–79e15

Conclusion: Em paciente hipertensos com DM tipo 2, o índice de espessura relativa do VE é um preditor independente de risco cardiovascular.

Um dos índices mais fáceis de calcular ao ecocardiograma e tão pouco valorizado!
Vou colocar de forma automática na próxima versão do ECOLAUDO.

Quem sabe faz, quem sabe muito ensina!!!



Um pouco fora do assunto de Ecocardiografia mas, valendo como ensinamento.
Assista a essa aula dada em Campinas.
Veja que didática!
Aula

sexta-feira, julho 27, 2007

Da Aterosclerose à Aterotrombose 9



Temos várias rupturas de placas ao mesmo tempo!
O estudo de ultra-som intra-coronário acima mostrou que em pacientes com angina instável, ALÈM da placa culpada, existe uma chance de 70% de haver outra ruptura.E assim vai... Isso quando acertamos a placa culpada.

Eco de Esforço na Estenose Aórtica


A dúvida na indicação cirúrgica de troca valvar aórtica em paciente assintomático, mas com área valvar pequena(<0.75), pode ser resolvida pelo eco de esforço.
Veja como a variação >18mmhg no gradiente médio é marcadora de grande risco de eventos desfavoráveis.

quarta-feira, julho 25, 2007

Da Aterosclerose à Aterotrombose 8



Os métodos de imagem não nos permitem diferenciar entre placas com alto grau de inflamação(instáveis) e placas com baixo grau de inflamação(estáveis).

SUPER HARMÔNICAS



Você leu abaixo sobre a segunda harmônica, agora já uma velha conhecida do ecocardiografista.
Agora estão conseguindo captar também as outras harmônicas, as chamadas super harmônicas, o que melhorará em muito a imagem e o exame de perfusão com microbolhas.

SAIBA MAIS AQUI

SEGUNDA HARMÔNICA



Do livro "Diagnostic Ultrasound Imaging' do Thomas Izabo

QUARTA FEIRA SONOCHATA 2




As imagens acima foram captadas no mesmo momento e posição, mas uma delas está usando a "incrível segunda harmônica" deste portátil.
Você é capaz de dizer qual?

segunda-feira, julho 23, 2007

Fácil de fazer



Exame com contraste de microbolhas.
Clínica de médio porte.
Equipamento de emergência obrigatório (mesmo do ergométrico).
Acesso venoso periférico.
Médico com treinamento em Ecostress.
Equipamento médio ( Vivid 3).

Só isso.

Da Aterosclerose à Aterotrombose 7



Agora sabemos que todos temos placas na coronária.
Várias placas!!!
O desenho acima mostra os diferentes estágios das dezenas de placas presentes em nosso corpo.
Só sabemos tratar a placa tipo G, o restante é melhor não mexer.

UMA ESTRANHA DIRETRIZ.....




Clique na figura acima para ler a diretriz de Ecocardiografia Contrastada.
Confusa, não?
Talvez o uso de contraste seja complicado demais para os ecocardiografistas...
Talvez quem usa o contraste e escreve as diretrizes não saiba explicar melhor...

Tomo como exemplo o uso de contraste na tomografia e ressonância.
Sem mistérios, rotina do serviço.
Por que na ecocardiografia ficam com toda essa pompa?

quinta-feira, julho 19, 2007

Da Aterosclerose à Aterotrombose 6



E se pudéssemos enxergar as placas em vivos? Podemos.
O estudo acima realizou a coronarioscopia, método de visão direta das coronárias, em pacientes com angina instável.
Veja o gráfico, fora a placa culpada, foram vistas mais de 3 placas "amarelas" por coronária. E em toda a extensão da coronária.
Placas amarelas representam áreas de fina capa e núcleo lipídico, placas consideradas "moles".

quarta-feira, julho 18, 2007

Da Aterosclerose à Aterotrombose 5



Todos nós temos placas nas coronárias. Várias placas em vários estágios, como vemos no estudo acima.
Essas placas vão evoluir, com certeza. O que podemos fazer é interferir na velocidade de progressão e melhor, diminuir a chance de uma progressão abrupta!

Contraste expontâneo e trombo no Ae

Vejam como não precisa de microbolhas quando a estase é grande!
Conforme o Shear stress, a viscosidade do sangue muda, o chamado efeito "catchupt".

Shear stress

Note as microbolhas "raspando" a camada íntima da carótidas.

segunda-feira, julho 16, 2007

Da Aterosclerose à Aterotrombose 4



Sendo a Aterosclerose uma doença inflamatória, por que não bloqueamos a inflamação e controlamos a doença?
Veja na figura a complexidade das vias inflamatórias, muitas delas envolvidas na proteção do indivíduo à infecções e neoplasias.
Além disso, a Aterosclerose é uma infamação de baixo grau e crônica, o que significaria uma intervenção permanente nas vias inflamatórias.

Da Aterosclerose à Aterotrombose 3



Calor, rubor e dor.
A tríade de inflamação mostra uma face na coronária.
A medida da temperatura na placa mostra o grau de inflamação em cada estágio da doença.