quarta-feira, novembro 30, 2011

Congresso DIC ganha defensores.


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Pesquisa recente do blog revelou que 20% dos leitores consideram o congresso DIC obrigatório!
E 43% o consideram importante para os ecocardiografistas.
Então a maioria dos votantes irá, ou tentará comparecer ao congresso.
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Pesquisa há 2 anos atrás mostrava menos de 50% de interessados.
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Realmente houve um progresso nos congressos passados.
Vários convidados internacionais de peso, palestrantes nacionais em ascensão, espaço adequado...
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Só o Eco é o limite que anda patinando feio.
Está na hora de sumir ou deve passar por reforma do modelo?
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2012: O ano do eco de esforço no Brasil.


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Leia aqui o apoio dos cariocas ao eco de esforço.
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Com a adesão do grupo do Incor ao eco de esforço como a modalidade dominante e preferencial, outros estados e serviços seguem o processo mundial de uso predominante do esforço.
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Pouco importa, na isquemia, o uso da bicicleta ou da esteira.
Nas válvulas e avaliações funcionais, sempre a bicicleta.
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Estamos cada vez mais próximos da Europa!
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segunda-feira, novembro 28, 2011

Vscan: AVC que era Dissecção.


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Paciente feminina de 40 anos com suspeita de AVC.
Eco no leito com Vscan revelou dissecção da Aorta tipo A com refluxo aórtico moderado.
Linha de dissecção na Aorta descendente também.
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Diabetes e o ecocardiograma


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Diabetic patients were similar to nondiabetic patients with respect to left ventricular (LV) volume and ejection fraction but had higher LV mass index (104.1 ± 27.5 vs 97.1 ± 28.6 g/m2, P = .009), relative wall thickness (0.41 ± 0.08 vs 0.38 ± 0.07, P < .0001), and left atrial volume index (LAVi) (26.2 ± 8.1 vs 24.0 ± 8.2 mL/m2, P = .008)—all parameters that were significantly related to the risk of death or HF hospitalization . American Heart Journal Issue: Volume 162(4), October 2011, p 685–691 . Conclusions: After high-risk MI, diabetic patients were at higher risk of death or HF and demonstrated greater baseline LV mass index, relative wall thickness, and LAVi as well as greater left atrial enlargement at 20-month follow-up. These findings suggest greater baseline concentric remodeling and long-term elevation in LV diastolic pressure post-MI among diabetic patients, which may partially mediate this risk. . Estudo demonstra alterações da massa ventricular nos diabético com Infarto que implicam em pior prognóstico.
Ressalta a importância de um exame bem feito e capaz de definir o risco aumentado.

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sexta-feira, novembro 25, 2011

Ressonância e Viabilidade: Hora de dizer a verdade.

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Aqui, diretriz completa.


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Guidelines on myocardial revascularization
The Task Force on Myocardial Revascularization of the European
Society of Cardiology (ESC) and the European Association for
Cardio-Thoracic Surgery (EACTS)
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5.6 Detection of myocardial viability
The prognosis of patients with chronic ischaemic systolic LV dysfunction is poor, despite advances in various therapies. Non-invasive assessment of myocardial viability should guide patient management.
Multiple imaging techniques including PET, SPECT, and dobutamine stress echocardiography have been extensively evaluated for assessment of viability and prediction of clinical outcome after myocardialrevascularization.
In general, nuclear imaging techniques have a high sensitivity, whereas techniques evaluating contractile reserve have somewhat lower sensitivity but higher specificity. MRI has a high diagnostic accuracy to assess transmural extent of myocardial scar tissue, but its ability to detect viability and predict recovery of wall motion is not superior to other imaging techniques.
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Ecostress com esforço: A última fronteira.


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Equipe de elevada qualidade técnica de São Paulo finalmente se rende ao esforço físico como modalidade predominante de Ecostress.
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Após 8 anos de luta, o blog EchoTalk comemora a derrubada da última fronteira ao Eco de Esforço.
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Parabéns a todos os ecocardiografistas por esse presente conquistado arduamente para a ecocardiografia nacional.
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E obrigado à equipe paulistana pela lição de humildade.
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Aula pessoal e intransferível: O modo M é uma linha.


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No curso básico, o ponto a ser alcançado na primeira semana é o entendimento que o modo M gera uma linha e as medidas devem buscar essa linha nas imagens.
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Assim, o septo e a parede posterior formam um "tubo"!
Aorta e Átrio esquerdo, "tubos"!
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Já vi aluno da pós graduação em Eco que não sabiam isso. Assim, suas medidas de cavidades não eram confiáveis e seus resultados, inúteis.
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Como tubos, essas estruturas se repetem a cada ciclo cardíaco e devem ser visíveis em todos os momentos na tela. Esse conceito leva a medidas exatas mesmo com imagens de baixa qualidade.
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Medidas exatas das estruturas são obrigatórias em qualquer laudo e chegamos a repetir essa máxima de modo exaustivo nos primeiros dias dos cursos ou da residência.
Que eu saiba, só na ECOPE também tem esse rigor com o ensino das medidas.
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O outro jeito, é engraçado lembrar, é no olho:
História real:
Colega cardiologista ligou para ecocardiografista conhecido na cidade e falou:
XXXXX, mandei um paciente dois anos seguidos para você e um ano o septo era de 11 e agora foi medido em 8mm, mudou tanto assim???
Poxa, YYYYY, você sabe que depois de tantos ecos, acabo não medindo, vou mais pelo jeitão e dou um número. Não faz deferença mesmo, faz???

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EuroEcho: A crise não é na ecocardiografia


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Como sócio pagante, recebi essa semana vários folhetos de convite para o EuroEcho.
Esaote (Foto),GE, Philips, Siemens...
Vários lançamentos e produtos de cara nova.
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Com a crise total do Euro, acredito que as vendas não estejam lá essas coisas.
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Boa hora para enxergarem a América Latina como mercado comprador de fato.
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Veja aqui as atrações do EuroEcho
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quinta-feira, novembro 24, 2011

Vscan no IAM


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Dor típica em homen de 55 anos há 11 horas sem trombólise.
ECG com supra anterior e onda R reduzida.
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Na beira do leito, ao Vscan, Infarto antero-lateral.
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quarta-feira, novembro 23, 2011

Depois de 20 anos, Oregon chegou ao Rio.



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Perfusion Imaging With VasodilatorStress Echocardiography
A Physiologically Sound Approach to Coronary Disease?
Jonathan R. Lindner, MD


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(Google tradutor)
A precisão do diagnóstico para a identificação de CAD em uma base selecionada e relatada por Porter et al é comparável ao estudos anteriores de perfusão (MCE) com o estresse em um vasodilatador em grupo probabilidade pré-teste relativamente elevado de pacientes.
Existem várias outras observações reconfortante.
Primeiro, a especificidade não foi tão baixa como a relatada em alguns estudos anteriores, indicando que a nossa capacidade de reconhecer artefatos de atenuação continua a melhorar.
Segundo, defeitos de perfusão fixos foram apropriadamente encontrados em todos os segmentos com anormalidades de movimento de repouso parede, embora não esteja claro se a interpretação do movimento da parede e perfusão foram feitos cegos um para o outro.
Terceiro, imagens de perfusão com microbolhas podem ser realizadas muito rapidamente após regadenoson , o que simplificaria protocolos, permitindo que o operador para obter repouso e
imagens de estresse após o início de uma única infusão, ininterrupto e contínuo de contraste.

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Editorial do Circulation Imaging, entre as 3 mais importantes publicações de imagem em cardiologia do mundo, analisa o uso de um substituto da Adenosina para exame em bulus e diagnóstico de perfusão alterada.
E revela uma surpreendente técnica de vasodilatador em bolus e microbolhas para detecção de defeitos de perfusão!!!
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A mesma técnica que o Morcerf usa há mais de 20 anos no Rio e que usávamos em Campinas enquanto o Definity estava "vivo".

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Cardiotalk também gosta de Ressonância



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Aqui, caso clínico da cardiologia UNICAMP com uso adequado da Ressonância.
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Vscan: No derrame pericárdico


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Paciente na enfermaria com achado de hipotensão, pulso de baixa amplitude e frequência elevada.

Ausculta com os alunos revelou bulhas abafadas.
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Sacado o Vscan, a confirmação acima apareceu na tela.
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segunda-feira, novembro 21, 2011

Diástole ao Eco: Nem tanto assim.

Assessment of the American Society of Echocardiography-European Association of Echocardiography guidelines for diastolic function in patients with depressed ejection fraction: an echocardiographic and invasive haemodynamic study
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Eur J Echocardiogr (2011) 12 (11): 857-864.
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Conclusion This retrospective study shows that in this population with depressed LVEF, no single echo-Doppler variable had high accuracy for predicting LV pre-A ≥15 mmHg. However, the ASE-EAE algorithm using multiple variables predicted LVFP with good accuracy, superior to any single echo-Doppler variable alone.
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Surpresa em artigo europeu com o uso da relação e/e' para determinar pressão atrial acima de 15 mmhg.
Comparado ao cateterismo, a sensibilidade é baixa.
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Carta à ouvidoria da SOCESP sobre simpósio regional equivocado.

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Carta enviada à ouvidoria da SOCESP a semana passada e sem resposta até o momento.
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Diretoria da SOCESP

A Sociedade de Cardiologia do estado de São Paulo conquistou prestígio nacional e internacional por seu perfil técnico e educativo.
O papel educacional junto aos cardiologistas do estado foi sempre destacado.
Suas unidades regionais deveriam seguir o princípio de neutralidade da unidade central.
Em Campinas, a regional promoverá em 25 e 26 de Novembro um simpósio que abordará temas relevantes aos cardiologistas da região.
Porém, causou estranhamento na comunidade de métodos diagnósticos da região que o único modo diagnóstico de imagem abordado será a Ressonância Magnética.
O tema abordado, miocardiopatia isquêmica, é avaliado por outros métodos como ecocardiografia, tomografia e medicina nuclear.
Esses métodos não estarão presentes e não foram citados na carta convite.
Dada a neutralidade reconhecida da SOCESP, abordar apenas um método foge aos padrões de ensino da sociedade e esse viés na avaliação da patologia pode ser transmitido equivocadamente para os cardiologistas clínicos.
Gostaria de ver a minha regional em sintonia com a “velha” SOCESP e de volta ao universo amplo da cardiologia e seu ensino.
Campinas.
Dr. José Roberto Matos Souza

sexta-feira, novembro 18, 2011

Disfunção diastólica: O mito do e´.

Predictors of mitral annulus early diastolic velocity: impact of long-axis function, ventricular filling pattern, and relaxation
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Eur J Echocardiogr (2011) 12 (11): 818-825.
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Conclusão Em adultos saudáveis, pacientes com IC sistólica, ou pacientes com HOCM, e´está relacionado com a função VE no longo eixo e relação E / A, um marcador global de enchimento do VE. e´parece ser menos sensível ao relaxamento do VE.
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A detecção ecocardiográfica de disfunção diastólica do VE tem sido dificultada pela terminologia confusa, incluindo a questão do que exatamente constitui disfunção diastólica. Elementos da função diastólica, como o relaxamento ativo e cumprimento de câmara que são tradicionalmente medida com pressão invasiva e dados de volume, não tem direto homólogos ecocardiográficos. Pelo contrário, os índices ecocardiográficos refletem influências combinadas de relaxamento, conformidade e dependência interventricular. Como resultado, o diagnóstico de elevadas pressões de enchimento por ecocardiografia não é simples. Nossos achados reforçam a idéia de que, em vez de depender de um único parâmetro para a avaliação da função diastólica do VE (ou pressões de enchimento), vários parâmetros devem ser combinados.
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Google tradutor
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O poder da imagem com a política no poder.


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Em posse concorrida, com o elite política do país, cardiologista de 52 assume a chefia do Incor.
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Entre as inovações, a criação de um departamento de imagem na cardiologia.
Focando em alta complexidade, será uma maneira de reduzir a espera por exames no pré operatório, segundo o próprio titular.
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Como ocorre no mundo todo, quando se junta a "imagem" na cardiologia, sobra pouco espaço para a ecocardiografia, prima pobre da Tomo, RM e Medicina Nuclear.
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Bem, não podendo ser o maquinista da locomotiva, resta torcer para o ecocardiografista ter pelo menos um assento na primeira classe!
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Na doenca hipertrófica do VE, o VD é determinante

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Eur J Echocardiogr (2011) 12 (11): 809-817.


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AQUI>
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Patients presenting with an increased RV E/Er ratio (ratio of tricuspid in flow E wave to Er wave obtained by tissue Doppler imaging at the lateral tricuspid annulus) had a 1.6 times greater risk for HF mortality [hazard ratio (HR): 1.6, 95% confidence interval (CI): 1.1–2.4, P = 0.03] while patients with shortened tricuspid E wave deceleration time (DTE) had a 1.1 greater risk for SCD (HR: 1.1, 95% CI: 1.01–1.2, P = 0.03).
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Conclusão: o estabelecimento da fisiologia restritiva do VD parece ter um valor preditivo significativo no cardiopatia HipertróficaCM, independentemente da presença de outros fatores de risco prejudiciais.
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Artigo levanta a necessidade de se avaliar a função diastólica do VD na miocardiopatia hipertrófica, como informação prognóstica relevante.
Fácil de realizar, deveria ser obrigatória na HVE.

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quinta-feira, novembro 17, 2011

A melhor safra.



Estou no serviço de ecocardiografia do HC da UNICAMP há 10 anos.
Inicialmente como voluntário nas Sextas, depois como voluntário nas Segundas para implantar o ecostress de esforço.
Após 5 anos, fui contratado para o Ecostress e rotina.
Como voluntário, tinha pouco contato com os residentes, mas me incomodava ver alunos com 1 ano de ecocardiografia que não entendiam o método que utilizavam.
Eram alguns, meros janelografistas.
Com a convivência mais ampla e alguma hierarquia, tentei introduzir princípios que acredito:
O ecocardiograma é um método de imagem que tem que respeitar a anatomia e a fisiologia, tem que fazer sentido e ajudar o solicitante.
Apesar dos esforços, e contando com dois ótimos professores nos outros períodos, os resultados foram irregulares.
De 3, 1 ou 2 janelografistas para 1 ou 2 ecocardiografistas.
Mas desistir não era uma alternativa, então continuamos.
Esse é o primeiro ano que formaremos 3 ecocardiografistas!
A melhor safra em 10 anos, que terão sucesso garantido no mercado de trabalho.

500 Strain(s)


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Faço 150 exames de eco de esforço por mês, em média.
Com 6 meses fazendo Strain em todos os exames com esforço, atingi a meta de 500 exames com Strain.
Essa meta inventada, relaciono ao aprendizado e intimidade com uma metodologia.
Após 500 exames, as vantagens e desvantagens são claras.
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Vantagem clara na demonstração para o clínico da área afetada, na correção automática de possíveis dúvidas da análise subjetiva e no apelo visual( uma grata surpresa do S6).
Desvantagem por acrescentar alguns minutos ao exame, necessidade de imagens perfeitas e sempre ser adicional à análise subjetiva.
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quarta-feira, novembro 16, 2011

Diástole ao Eco: Atire a primeira pedra quem...

Echocardiographic Indices Do Not Reliably Track Changes in Left-Sided Filling Pressure in Healthy Subjects or Patients With Heart Failure With Preserved Ejection Fraction
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Circulation: Cardiovascular Imaging.
2011; 4: 482-489

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Métodos e Resultados-Quarenta e sete voluntários foram inscritos: 11 altamente selecionados pacientes ambulatoriais idosos com um diagnóstico claro de ICFEP, 24 idosos saudáveis​​, e 12 indivíduos jovens saudáveis. Cada paciente foi submetido a cateterismo cardíaco direito com eco transtorácico simultânea. Pressão capilar pulmonar (PCP) e índices de eco-chave (E / E 'e E / Vp) foram medidos em duas linhas de base e durante quatro pré-carga alterando manobras: parte inferior do corpo da pressão negativa -15 mm Hg; parte inferior do corpo da pressão negativa -30 mm Hg ; infusão de soro fisiológico rápida de 10 a 15 mL / kg e infusão de solução salina rápida de 20 a 30 mL / kg. Um coeficiente de regressão aleatória modelo misto de PCP em relação E / E 'e PCP contra E / Vp foi realizada para (1) uma composição de todos os pontos de dados e (2) uma composição de todos os pontos de dados dentro de cada um dos três grupos. Análise de regressão linear foi realizada para sujeitos individuais. Com este protocolo, PCP foi manipulada 0,8-28,8 mm Hg. Para E / e ', os efeitos aleatórios de regressão composto modelo misto foi PCP = 0,58 × E / e' 7,02 (P <0,001), confirmando a relação fraca, mas significativa entre estas duas variáveis. Indivíduo em questão encostas de regressão linear (variação de -6,76 para 11,03) e r2 (0,00-0,94) foram muito variáveis ​​e muitas vezes muito diferentes do que aqueles derivados para as regressões composto e grupo. Para E / Vp, ​​o coeficiente de regressão aleatória composta modelo misto foi PCP = 1,95 × E / Vp 7,48 (P = 0,005), mais uma vez, individual assunto encostas de regressão linear (variação de -16,42 a 25,39) e r2 (variação de 0,02 a 0,94) foram muito variáveis ​​e muitas vezes muito diferentes do que aqueles derivados para as regressões composto e grupo. Google tradutor
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Conclusões-Dentro dos sujeitos avaliados os índices não invasivos E / E 'e E / Vp não são confiáveis para acompanhar as mudanças no lado esquerdo e pressões de enchimento quando essas pressões variam, impossibilitando o uso dessas técnicas em estudos de pesquisa com voluntários sadios ou a titulação de terapia médica em pacientes com ICFEP.
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Opa!
Estudo muito bem feito coloca em dúvida o uso de 2 ícones dos diastologistas ao Eco.
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Cabe ressaltar porém, que nenhum método não invasivo é capaz de dignóstico fino e específico de disfunção diastólica no grupo estudado.
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