quarta-feira, março 31, 2010
PLACA DE ATEROMA
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Placa isolada na carótida comum de mulher de 65 anos.
Como pode algo tão grande e isolado?
O que impede que ela se solte causando um grande AVC?
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Houve uma época que se comparava o ateroma a um tumor, crescimento localizado com angiogênese.
Várias hipóteses surgiram, mas ficou por isso mesmo.
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Nessa hora, sinto falta de meu transdutor 3D vascular, para analisar o volume do ateroma.
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terça-feira, março 30, 2010
Strain como substituto da fração de ejeção

Impact of Longitudinal Myocardial Deformation on the Prognosis of Chronic Heart Failure Patients
Circulation Cardiovascular Imaging. 2010 March 16, 2010
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Methods and Results—The study included 125 consecutive symptomatic HF patients (63±16 years, 77% male, LVEF=31±10%). All patients underwent a complete echocardiographic and clinical examination and brain natriuretic peptide level (BNP) was assessed in 93 patients. Longitudinal myocardial velocity by TDI, global- and SR by speckle tracking were computed from apical views (4-, 3-, and 2-chambers views) and compared to the occurrence of major adverse cardiac events (MACE). On the whole, peak longitudinal velocity, global- and SR averaged 5±2 cm/sec [range, 1-9], -8±3% [range -3 to -18] and -0.33±0.16s-1 [range -0.83 to -0.05], respectively. During the follow-up period (266±177 days), major adverse cardiac events occurred in 47 (38%) patients (15 death, 29 recurrent HF and 4 heart transplantations). By univariable analysis using Cox model global-, SR and LVEF were associated with the occurrence of MACE, while only global- remained independently predictive of outcome by multivariate analysis.
Conclusion—In HF population, longitudinal global strain by speckle tracking is superior to LVEF and other longitudinal markers in identifying patients with poor outcome.
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É um abuso querer superar a fração de ejeção como preditor de eventos. Mas não é que conseguem?
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Somados, podem dar informações importantes, mas separados, só mesmo a deformação longitudinal global medida por speckle tracking foi fortemente preditiva de eventos na alta taxa de quase 40% em 250 dias.
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segunda-feira, março 29, 2010
Eleições DIC DEPECO e o fator gente boa.

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O livro acima valoriza muito o uso da simpatia para crescer profissionalmente.
Descreve essa simpatia como "fator gente boa".
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Estive olhando por este lado a chapa do Jorge Assef na eleição:
Dr.Jorge Assef
Dr.Benedito Carlos Maciel
Dr. Armando Cantisano
Dra. Samira Saady Morhy
Dr. José Luiz Barros Pena
Dr. Carlos E. S. Silva
Dr.José L. Andrade
Dr. Aristarco Gonçalves de Siqueira Filho
Dra. Estela Horowitz
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Sem querer comparar e fora os méritos técnicos que são muitos, uma chapa com esses componentes é difícil de ser montada.
Farão um bom serviço, com certeza.
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A máquina não substitui o homen, por enquanto.

Reliability of Visual Assessment of Global and Segmental Left Ventricular Function: A Multicenter Study by the Israeli Echocardiography Research Group
Journal of the American Society of Echocardiography
Issue: Volume 23(3), March 2010, p 258–264
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In summary, the advantages and disadvantages of the long-surviving visual assessment of left ventricular function depend on the application and on the experience of the interpreter. In clinical practice, the visual approach will be around for quite a while, because of its proven clinical usefulness and because the incremental value of quantitative information for decision making cannot justify the additional resources required for semiautomated or automated quantitative assessment of segmental and global left ventricular function, at least in the majority of cases. That having been said, echocardiographers should keep an open mind and use the full armamentarium of modern equipment in challenging cases or when quantitative documentation is important.
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Enviado por Fabio Soares.
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Um exame é bom quando serve clinicamente ou quando faz fotos 3D muito bonitas?
O ecocardiograma com laudo "humano" já cansou de provar seu valor clínico.
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Além disso, cientificamente, todos as publicações de RM e Tomo tem variações interobservadores iguais às publicações de Eco.
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"Observador dependente" é uma apelação muito usada pela concorrência sem o menor respaldo científico.
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sexta-feira, março 26, 2010
Um Eco vale mais que mil estetoscópios

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The European Journal of Echocardiography: its history and future by Professor J. Roelandt the first and current editor
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Roelandt is very excited about the future for echocardiography
and, as he says: ‘One image is worth a thousand
stethophones’.
J. Taylor, MPhil
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Além de chamar o estetoscópio de estetofone, pois não fornece scopia (visão) e sim som, o editor da revista de Eco européia aposta todas as fichas na substituição do esteto pelo eco ultraportátil na avaliação do coração!
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Tradução livre: Uma imagem vale mais do que mil estetoscópios
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quinta-feira, março 25, 2010
quarta-feira, março 24, 2010
Drenagem anômala
Caso muito didático e com anatomia rica, indicado pela leitora Ana Feijão, atualmente em Angola.
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segunda-feira, março 22, 2010
Medir a relação E/e´ ao eco de esforço.

Tradução google translator:
Methods and Results-repouso e exercício E / E 'foram obtidos em 522 pacientes encaminhados para ecocardiografia de exercício, que foram seguidos de morte cardiovascular e hospitalização por um período médio de 13,2 meses. Exercício E / E '> 2 DP do normal foi utilizado para designar levantadas LV pressão de enchimento com o estresse (n = 75), e isquemia (n = 250) foi identificado por anomalias movimento inducible parede. Havia 65 hospitalizações cardiovasculares durante o período de acompanhamento. A análise de sobrevida mostrou que os pacientes sem isquemia e exercício normal com E / E 'para ter um melhor prognóstico do que aqueles com isquemia, com ou sem levantou E exercício / E' (P = 0,003) e os resultados dos pacientes com E exercício isolado levantou / E 'e isquemia isolada para ser semelhantes. E Exercício / E 'foi mais valioso em pacientes com repouso normal E / E'; aqueles com elevação com o exercício teve um resultado pior do que aquelas com exercício normal E / E '(P = 0,014). Capacidade de exercício (hazard ratio, 0,893, P = 0,008), o exercício da parede índice de movimentação (hazard ratio, 1,507, P <0,001), e exercício E / E '> 14,5 (razão de risco de 2,988, P = 0,002) foram preditores independentes do resultado. A adição de exercício E / E 'a capacidade de exercício e índice de movimento resultou em um incremento da potência do modelo para prever o resultado negativo (P = 0,006).
Conclusões-Exercício E / E 'está associado com a hospitalização cardiovascular, independente e incremental para isquemia induzível.
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Veja no original acima.
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A avaliação da diástole ao exercício começa a ganhar corpo e deve se tornar obrigatória no ecocardiograma de esforço.
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No caso acima, é tão fácil de fazer que fico com vergonha de não entregar esse resultado no laudo!
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Imagem como substituta de eventos clínicos

Seeking Alternatives to Hard End Points
Is Imaging the Best APPROACH?
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Atheroma burden is a strong predictor of future events, especially in diabetic individuals,6 and, not surprisingly, imaging the morphology of the vessel wall with IVUS has been a fruitful area of research. From using IVUS to understand the morphology in atherosclerosis in diabetic individuals, it has been used in the current study as a possible surrogate for future events and a predictor of efficacy of therapy. Although used in multiple studies, this approach raises important questions for investigative strategies. Is the change in plaque volume a good surrogate for future events (the main parameter that the physician and the patient are concerned with), or should we image more than just plaque volume to understand this risk? It is important to recognize that the surrogate primary end points, such as PAV, offer potential in terms of evaluating the progression or regression of atherosclerotic process, and allow for rather smaller clinical trials in comparison with those powered for clinical events. However, convincing evidence that links PAV to change in cardiovascular risk is still lacking, and this makes IVUS-based trials, even if the results are strongly positive, still not entirely conclusive. One could argue that nearly 10 years’ worth of multiple IVUS-based studies have provided important incremental information that, however, has not yet been translated into a robust clinical event or outcome-related correlation. It might thus be time to move on to explore techniques that go beyond IVUS-verified PAV and to establish the relationship between IVUS characteristics and outcomes.
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Editorial discute o estudo "Efeito da rosiglitazona na progressão da aterosclerose coronária em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 e Doença Arterial Coronariana"
APPROACH.
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Não houve regressão ou diminuição da progressão significativa da Aterosclerose ao Ultrassom coronário com o uso de uma glitazona.
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Sempre que uma droga falha em reduzir a Aterosclerose, questionam se o exame é eficiente para isso.
Deveriam questionar se a droga é realmente boa para esse destino.
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Clinicamente, as glitazonas estão na zona "zinza" do benefício para coronariopatia.
Isso não é culpa do ultrassom.
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Quando o caçador é míope, põe a culpa no cão!
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sexta-feira, março 19, 2010
BAVT ao Ecocardiograma
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Só por curiosidade...
Veja a onda E ou e´sem a onda A a seguir, em várias formas.
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Só por curiosidade...
Veja a onda E ou e´sem a onda A a seguir, em várias formas.
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quarta-feira, março 17, 2010
PCR só vale para quem tem Aterosclerose

Association of Carotid Artery Intima-Media Thickness, Plaques, and C-Reactive Protein With Future Cardiovascular Disease and All-Cause Mortality
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Conclusions— In older adults, elevated CRP was associated with increased risk for CVD and all-cause mortality only in those with detectable atherosclerosis based on carotid ultrasound.
Circulation. 2007;116:32-38
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Nesse estudo, acima de 65 anos, a PCR só foi marcadora de risco em pacientes que já apresentavam Aterosclerose carotídea acelerada.
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Podemos pensar que a inflamação de início recente não consegue acelerar a doença vascular e iniciar eventos clínicos?
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De qualquer forma, mais um estudo a demonstrar o papel da IMT na análise do paciente.
Sem radiação, sem contraste, com baixo custo.
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Espessura da Carótida e o risco futuro.

Conclusions— ELSA shows that carotid intima-media thickening and plaques are important added risks of cardiovascular outcomes in a treated hypertensive population independently of blood pressure and traditional risk factors. However, the analysis failed to show a predictive role of treatment-dependent IMT changes. These negative conclusions should be tempered by the limitations inherent in the smallness of these changes compared with the large individual differences in baseline IMTs.
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Estudo mostra a espessura da carótida como bom marcador de risco (Circulation. 2009;120:1084-1090) mas sem evidências do efeito do tratamento na espessura e repercussão clínica.
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Alguns colegas não entendem a importância do IMT.
É difícil mesmo, caso acredite na doença arterial por conceitos antigos.
Nosso corpo não se divide em compartimentos independentes.
A saúde ou doença é sempre difusa.
Onde existirem artérias, teremos Aterosclerose.
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Como medimos a pressão e ficamos satisfeitos em tratarmos o marcador chamado pressão arterial aferida no braço?
Foram necessários décadas para provar que tratar a pressão aferida valia a pena.
Tempo que a IMT ainda não teve.
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segunda-feira, março 15, 2010
Mapeamento dos vetores de fluxo, novo método.
Aqui
Quantification of chronic aortic regurgitation by vector flow mapping: a novel echocardiographic method
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Conclusion RegR measured by VFM, a new Doppler method allowing quantitative analysis of FV in spite of the presence of turbulent flow, is a highly reproducible parameter with good accuracy for AR quantification.
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O ecocardiograma tem se limitado a estudar o fluxo apenas por suas velocidades.
Agora é possível estudar os vetores de cada fluxo ou refluxo.
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Dá até para estimar melhor a regurgitação aórtica.
Acredito ser um método promissor. Veremos se funciona bem na insuficiência Mitral, outro grande desafio.
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Mais uma para o transesofágico.

Transthoracic second harmonic two- and three-dimensional echocardiography for detection of patent foramen ovale
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Conclusion In this cohort of patients, TEE confirms the role of ‘gold standard’ exam for the detection of PFO; the non-invasive methods, and the TTE in particular, present a good diagnostic accuracy, but are inferior to the TEE because of the low negative predictive value and the non-optimal detection of small shunts. If the only purpose of TEE is the detection of significative interatrial shunt, TEE can be replaced by TTE. The R3DTE presents a good diagnostic accuracy, provides a better anatomical definition of the interatrial septum, and may have a role in this setting of patients, but does not add a lot to the TTE for the diagnosis.
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A leitora de Portugal, Ana, sugeriu o artigo acima, que é muito bom.
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Mostra como o 3D transtorácico não supera o exame semi-invasivo transesofágico.
Para quem aprecia imagens de alta definição, o transesofágico dá um show. Sendo 3d ainda, espetáculo de imagens.
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Parece que o uso do transesofágico está garantido, por enquanto.
Só falta um preço mais decente.
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sexta-feira, março 12, 2010
Enfim, somos ouro! 3D Transesofágico

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A sociedade européia de ecocardiografia definiu o ecocardiograma transesofágico 3D como o método ouro na avaliação de valvopatias.
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Ou seja, os outros métodos serão corrigidos por ele!
Na dúvida, a palavra final é do 3D TEE.
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Definitivamente, vou jogar fora minha bola de cristal, previ que o TEE iria desaparecer...
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Cateterismo sem isquemia comprovada

O cateterismo cardíaco é solicitado na suspeita de coronariopatia significativa.
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Em Campinas a porcentagem foi de 32% normais e 12% com redução leve/moderada numa amostra de 1900 cateterismos.
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Pelo menos 1/3 poderiam ter sido evitados, ou seja, 627.
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O custo total dos normais é aproximadamente 1.800.000,00, quase 2 milhões.
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Caso fizessem ecostress pela UNIMED, gastariam 160 mil reais.
Com a sensibilidade de 90% para doença significativa, só 63 cateterismos normais seriam obtidos.
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Daria para economizar uns 1.500.000,00 reais, no mínimo.
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E tem gente que acha que fazemos ecostress demais em Campinas...
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E só estou usando regras de diretrizes, sem pensar no entendimento mais recente da fisiopatologia da doença coronária.
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Mas as batatas vão para os diretores, digo, vencedores!
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Europa: Recomendações para endocardite

Recommendations for the practice of echocardiography in infective endocarditis FREE
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Recommendations
TTE is recommended as the first-line imaging modality in suspected IE;
TEE is recommended in patients with high clinical suspicion of IE and a normal TTE;
TEE should be considered in the majority of adult patients with suspected IE, even in cases with positive TTE;
Repeat TTE/TEE within 7–10 days is recommended in case of initially negative examination when clinical suspicion of IE remains high;
TEE is not indicated in patients with a good-quality negative TTE and low clinical suspicion of IE.
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A sociedade européia recomenda fazer o transesofágico mesmo em quem já tem um transtorácico positivo para endocardite!!!
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Então vamos fazer.
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