segunda-feira, fevereiro 14, 2011

A hora e a vez dos Ultraportáteis.


The use of pocket-size imaging devices: a position statement of the 

European Association of Echocardiography




Pocket-size imaging devices are a completely new type of echo machines which have recently reached the market. They are very cheap, smartphone-size hand-held echo machines with limited technical capabilities. The aim of this European Association of Echocardiography (EAE) position paper is to provide recommendations on the use of pocket-size imaging devices in the clinical arena by profiling the educational needs of potential users other than cardiologists experts in echo. EAE recommendations about pocket-size imaging devices can be summarized in:

(1) pocket-size imaging devices do not provide a complete diagnostic echocardiographic examination. The range of indications for their use is therefore limited.


(2) Imaging assessment with pocket-size imaging devices should be reported as part of the physical examination of the patient. Image data should be stored according to the applicable national rules for technical examinations.


(3) With the exception of cardiologists who are certified for transthoracic echocardiography according to national legislation, specific training and certification is recommended for all users. The certification should be limited to the clinical questions that can potentially be answered by pocket-size devices. 


(4) The patient has to be informed that an examination with the current generation of pocket-size imaging devices does not replace a complete echocardiogram.


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As regras estão postas:
1) Esta claro que o exame não é completo.
2) É chamado ecoscópio por isso.
3) O treinamento é fundamental, mas não precisa ser ecocardiografista completo, pois o aparelho é incompleto.
4) Por enquanto, é necessário.
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sábado, fevereiro 12, 2011

Prova do Título


Vendo o esforço hercúleo de nosso estagiário, que está se preparando para o prova de título de Ecocardio, estava aqui pensando:

- O que será que os "mestres do suspense" estão preparando para esse ano?

Hehehehehe!!!

Um negócio da China?


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Mindray was founded in 1991 in Shenzhen, China, with a mission to deliver high-quality, competitively priced medical devices to make healthcare more accessible and affordable around the world.
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Os mais jovens não acompanharam essa história, mas nos anos 70 e 80, o Japão era o país em ebulição industrial, como a China é hoje.

Com mão de obra barata e jornadas de trabalho extensas, o custo de produzir na ilha japoneza era muito baixo. Então as empresas multinacionais passaram parte de seu parque industrial para lá, terceirizando a produção de bens pesados, inicialmente, e depois de produtos com tecnologia maior.
Eles aprenderam a fabricar e começaram a montar suas próprias multinacionais. Com custo baixo, tomaram o mercado mundial e mergulharam os EUA em desemprego. Filmes da época retratavam, na visão dos americanos do norte, os japoneses como causadores da decadência americana.
Então a economia japonesa estacionou por uns 10 anos, estagflação, seu custo de produção subiu, os salários subiram e a jornada de trabalho diminuiu. Mas eles tinham acumulado tanto dinheiro que acabaram adquirindo negócios em todo o mundo e ainda estão muito bem.
Vejo agora que as grandes produtoras de aparelhos de ultrassom estão fabricando na China. E o custo é baixo mesmo, por baixos salários, jornadas extensas, política ambiental frouxa...
E não é que a história se repete? Os fabricantes chineses para as grandes multinacionais aprenderam a fazer e produzem suas próprias máquinas, um tanto quanto “parecidas” com as americanas e européias...
Bem, a Toyota levou bem uns 20 anos para sair da condição de prima pobre dos automóveis para se tornar líder mundial.
Mas aconteceu!
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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Aterosclerose subclínica antes do evento maior.



Assessing the Role of Circulating, Genetic, and Imaging Biomarkers in Cardiovascular Risk Prediction

Circulation. 2011;123:551-565
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Carotid Intima-Media Thickness
 Because elevated IMT probably predates atherosclerotic plaque, it can be viewed as an earlier biomarker of subclinical atherosclerosis than coronary calcium.
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Despite the limitations of current cardiovascular biomarkers, it is worth recognizing the tremendous progress in the field that has taken place over the past decade, spanning experimental studies, epidemiological investigations, and clinical trials. Furthermore, the pace of biomarker discoveries is likely to accelerate in coming years, with the maturation of technologies such as proteomics, metabolomics, and transcriptomics. Such approaches may be particularly useful for identifying biomarkers in different pathways from those represented by existing biomarkers.
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Como todo novo conhecimento, o entendimento da Aterosclerose e Inflamação ainda está em desenvolvimento.
Sendo assim, o achado de Aterosclerose subclínica precisa mostrar vantagens para o paciente. Aí, pode levar muito tempo...
Lembrem-se que o Colesterol levou 20 anos desde sua descrição como causador de Aterosclerose e a utilização prática desse conhecimento.
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Esse achado subclínico (IMT), para ter valor de fato, deve ser tratado, mostrar redução e essa redução se correlacionar com uma evolução com menos eventos cardiovasculares.
Certo, mas como se trata a evolução da Aterosclerose ?
Com estatinas????
Nem em sonho. As estatina só diminuem os eventos, nenhuma redução da Aterosclerose foi efetiva.
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Então,  não sabendo reduzir a Aterosclerose, como vamos reduzir o marcador estrutural IMT?
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Só a cirurgia Bariátrica reduz o IMT. Mas seu uso é restrito.
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Então fica essa história de novos estudos, trials clínicos e por aí vai...
Quando vamos ter uma medida terapêutica que reduza  significativamente as lesões das camadas das artérias e aí, usando essa medida milagrosa, vamos saber se medir o IMT, tratar a artéria e depois verificar a redução, é útil para o paciente?

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Diagnósticos Modernos...

Colega me questionou essa semana sobre um ecocardio com VE com DD 75 mm, DS de 58, Septo e PP de 9 mm onde foi tudo descrito: dilatação de ve, redução da função sistólica, disfunção diastólica...
Mas na conclusão não constava HIPERTROFIA EXCÊNTRICA (?!).
Questionei de volta:
- Qual o impacto clínico desse diagnóstico? Será que não confundiria mais o clínico? Mudaria o tratamento?
Também gosto de fazer do método uma arte, mas prefiro fazer arte para o povo...

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

A longa cruzada nacional do Eco de Esforço




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A visão nacional do Ecostress têm que mudar.
Não por desejo individual ou de minorias.
Está escrito. E desde de 2003...
Leia acima os slides e conclua conosco:
- O Eco de esforço é a modalidade de diagnóstico de isquemia miocárdica preferencial.
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Muitos palestrantes não sabem ou nem tentaram realizar o Eco de Esforço.
Não desistam sem tentar e nem ensinem sem vivenciar.
Não existe limite de idade para o ecocardiografista de esforço!
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Adicione a EchoTalk no Facebook


Mais de 500 milhões de pessoas em todo mundo usam o Facebook.

Fast Echo

terça-feira, fevereiro 08, 2011

RECORDAR É PRECISO 5

HIPERTROFIA SEPTAL ASSIMÉTRICA PODE CAUSAR OBSTRUÇÃO MUSCULAR DINÂMICA DE VIA DE SAÍDA DO VE, COM ESPECTRO DE DOPPLER COM PICO TARDIO E GRADIENTE ELEVADO, CERTO?

PORÉM HIPERTROFIA CONCÊNTRICA OU REMODELAMENTO, COM VOLUMES SISTÓLICOS FINAIS PEQUENOS, PODEM CAUSAR PADRÕES SEMELHANTES DE ESPECTRO DE DOPPLER SÓ QUE CAPTADOS NO TERÇO MÉDIO E COM GRADIENTES BAIXOS...

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

O Ecostress, na visão de Giordano Bruno, ecocardiografista.

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Só mesmo alguém apaixonado pelo método para fazer uma página como a do Ecocardiografista Giordano Bruno Parente!
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CUIDADO COM O PNEUMOLOGISTA

JÁ RECEBI MUITAS RECLAMAÇÕES DOS COLEGAS PNEUMOLOGISTAS, QUE ÀS VEZES MANDAM ATÉ OS PACIENTES REPETIREM EXAMES PARA QUE SEJA COLOCADO NO LAUDO O VALOR NUMÉRICO DA PRESSÃO PULMONAR (MESMO QUE TENHA SIDO DESCRITO UM PADRÃO DE FLUXO COM VELOCIDADE E TAC SUGESTIVOS DE PRESSÃO NORMAL!).
PASSEI A ESTIMAR A PRESSÃO MÉDIA DE TODOS (ATÉ NOS ABSOLUTAMENTE NORMAIS) E AGORA OS PNEUMOS MANDAM MUITO MAIS EXAMES PARA MIM...
ESCOLHA UMA FÓRMULA E CONQUISTE O SEU PNEUMO TAMBÉM:

PMAP= 79 - (TAC X 0,45)
PMAP= 90 - (TAC X 0,60)

domingo, fevereiro 06, 2011

RECORDAR É PRECISO 4






SENDO A INSUFICIÊNCIA PULMONAR RESPONSÁVEL POR APENAS 1,6% DAS INSUFICIÊNCIAS VALVARES SEVERAS, A MESMA FICA QUASE ESQUECIDA ATÉ PELOS GUIDELINES...
ALÉM DOS CRITÉRIOS CLÁSSICOS COMO:
- REFLUXO DE GRANDE ÁREA AO COLOR;
- REFLUXO COM SINAL INTENSO E DESACELERAÇÃO ABRUPTA MAIS ACENTUADA NO INÍCIO DA DIÁSTOLE;
- HIPERFLUXO SEM OUTRA CAUSA APARENTE;

LEMBREMO-NOS DOS MENOS COMUNS, QUE ÀS VEZES NOS CONFUNDEM OU ATÉ MESMO CAEM NO ESQUECIMENTO E PASSAM BATIDO NA ROTINA PESADA, MAS QUE FAZEM MUITO SENTIDO SE LEMBRAMOS DA BOA E VELHA HEMODINÂMICA:

- Refluxo holodiastólico (quando mais de 60% do fluxo regurgita);
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- Refluxo laminar (em dilatação acentuada de tronco ou ausência congênita de valva pulmonar);
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- Refluxo com pico de velocidade muito baixa (menos de 0,8 m/seg, quando o gradiente VD-AP ja está muito baixo);
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- Abertura prematura da válvula pulmonar;
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- Fechamento prematuro da valva tricúspide;
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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Saudades da ATL

Quando comecei a fazer Ecocardiograma, a ATL americana dominava o mercado.
Para Cardiologia, nem se pensava, era comprar um Apogee e abrir o serviço.
Com algo como 100 mil dólares(!!!), comprávamos um equipamento completo.
O exame pagava, em 92, 180 dólares ou 300 reais atuais. O aparelho custava o dobro do preço mas o exame pagava quase o triplo de hoje.
Quem tinha ATL contava vantagem nas rodas de ecocardiografistas...
O ColorDoppler era um espetáculo, para a época!
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Após a venda para Holanda, e algumas fusões, a marca desapareceu. Os aparelhos ainda são bons, como vemos nas imagens acima, mas a força da ATL no mercado caiu.Era uma marca muito forte no meio, tipo top of mind, não deveria ter sido abandonada...
Agora que o Brasil é BRIC, que chama a atenção de grandes marcas internacionais, acho que ficaremos interessantes de novo.

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As taxas que fazem o Real mais caro que o Dólar

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Olhando sites de aparelhos portáteis nos EUA, os modelos acima vão de 15 mil a 30 mil dólares.
Ao aportarem no nosso território, vão custar de 30 a 60 mil dólares, ou 50 a 100 mil reais, ou mais.
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Além do lucro das empresas que revendem as máquinas, existe uma carga de impostos absurda.
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Essas máquinas têm uma função social e a queda nos seus preços facilitaria o acesso em todo o Brasil.
Uma boa idéia seria propor , com o apoio  das sociedades de ultrassonografia, uma redução dos impostos. Algo que seria uma campanha nacional e uma razão de existir para os departamentos de ultrassom.

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